terça-feira, 30 de março de 2010

Habilidades necessárias para a elaboração de um plano de aula

Produzir planos de aula é uma ação que se aprende na prática, tendo como base o estudo de referências teóricas sobre o tema, a troca de informações com pessoas que lidam bem com a construção deste documento, a pesquisa e a apreciação de modelos de planos. Além disso, demanda a mobilização de habilidades, tais como:

1. Conhecimento da realidade escolar e do grupo para o qual será planejada a aula
A sala de aula é parte da escola e a escola está inserida numa comunidade. Os conteúdos a serem trabalhados na escola podem/devem ser organizados no intuito de favorecer a reflexão sobre os desafios da comunidade local, visando colaborar com a superação destes por meio do desenvolvimento de conhecimentos e atitudes propositivas e transformadoras. O educador, então, precisa conhecer bem a comunidade, problematizar junto aos estudantes seus desafios e propor formas que construção de conhecimento que permitam a superação destes. Além disso, cabe ao educador conhecer os estudantes, seus sonhos, suas idéias, habilidades e atitutes, suas condições para aprender e suas necessidades. Enfim, precisa considerar tudo isso no momento que estiver planejando aulas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ideias sobre Planos de aula

Vez por outra alguns educadores e estudantes solicitam modelos de plano de aula ou orientações para construí-los.
Nos cursos de Pedagogia ou nas Licenciaturas, disciplinas como Didática I e II analisam e propõem perspectivas teórico-práticas de planejamento em sala de aula. Durante a formação inicial a habilidade de planejar aulas pode ser estimulada por experiências tais como: realização de oficinas ou mini-cursos, organização de seminários, preparação de encontros a serem desenvolvidos durante o estágio de regência, dentre outros. Mas, como relatei noutra postagem, aprender a planejar encontros pode acontecer também no fazer pedagógico, durante a atuação como docente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Planejamento e escolas democráticas

Com a idéia de gestão democrática na escola, implantada no Brasil especialmente a partir da década de 1990, as comunidades escolares hoje são interpeladas a elaborar, executar e avaliar projetos educacionais, tais como o Projeto Político Pedagógico da escola - PPP, o Projeto de Ensino-Aprendizagem, o Plano de disciplina (e por que não falar interdisciplinar?!) e o Plano de aula. Mas nem sempre foi assim.

Enquanto pesquisava sobre planejamento, encontrei a seguinte informação num livro de didática reeditado pela vigésima primeira vez, em fins de ditadura militar, ano de 1984:

"O planejamento em grau superior, isto é, planejamento do ensino não cabe ao professor, e sim aos órgãos do governo encarregado de dirigir a Educação. O plano de curso às vezes é deixado por conta do professor. Mas o plano de aula e o de unidade ou de trabalho são tarefas essenciais do mestre" (FONTOURA, 1984, p. 186).

Na citação acima vemos claramente que o planejamento de ensino era competência do Estado, que o educador até podia pensar no plano de curso, mas sua obrigação mesmo era planejar a aula. Este foi um modelo de gestão escolar totalmente verticalizado e centralizador, no qual um plano de ensino ou uma proposta pedagógica era imposto de cima para baixo, nivelando a todos e ignorando o contexto de cada escola. Esta centralização provavelmente já existia mesmo antes da ditadura militar de 1964-1985 e pelo fato desta perspectiva persistir por muito tempo na educação brasileira, temos dificuldade, no momento, de compreender a necessidade de participar da sistematização e condução dos projetos na escola, em parceria com outros sujeitos. Senão, vejamos:
• O planejamento tem sido uma prática comum entre nós?
• O que planejamos na escola?
• Participamos da Elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola? Pelo menos temos acesso ao mesmo?
• O Projeto Político Pedagógico serve como referência para o planejamento da disciplina e das aulas?

Quando o educador não compreende o sentido do planejamento, nem sabe planejar, de acordo com Vasconcelos (2007), o mesmo se encontra em estado de alienação, isto é, lhe falta a compreensão e o domínio nos vários aspectos da tarefa educativa:

"(...) ao educador falta clareza com relação à realidade em que ele vive, não dominando, por exemplo, como os fatos e fenômenos chegaram ao ponto em que estão hoje (dimensão sociológica, histórico-processual); falta clareza quanto à finalidade daquilo que ele faz: educação para quê, a favor de quem, contra quem, que tipo de homem e de sociedade formar etc (dimensão política, filosófica) e, finalmente, falta clareza, como apontamos antes, à sua ação mais específica em sala de aula (dimensão pedagógica). Efetivamente, faltando uma visão de realidade e de finalidade, fica difícil para o educador operacionalizar alguma prática transformadora, já que não sabe bem onde está, nem para onde quer ir" (VASCONCELOS, 2007, p.25).

Para Vasconcelos (2007) , o professor alienado foi expropriado do seu saber e esta situação o desumaniza, deixando-o à mercê de pressões, ingerências, de modelos impostos como receitas prontas. E mais.... “Se o trabalho do professor está marcado muito fortemente pela alienação, é claro que não verá o menor sentido no planejamento”.

Superar esta condição de alienação é o primeiro passo para darmos início à construção de escolas realmente democráticas. E isso acontecerá quando compreendermos que planejamento pode ser utilizada como ferramenta de transformação e que a mudança para uma sociedade mais justa e igualitária só pode acontecer se todos participarem, tendo em vista a defesa dos interesses da maioria, resultado do consenso.

Referências
FONTOURA, Amaral. Didática Geral. 21. ed. Rio de Janeiro: Aurora, 1984.
VASCONCELOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico. 17. ed. São Paulo: Libertad, 2007.

quarta-feira, 24 de março de 2010

EXPERIÊNCIAS COM PLANEJAMENTO

Das ações que nos cabem como docentes, o planejamento de aula sempre foi algo que me fascinou. Na licenciatura pouco aprendi a respeito e, por conta disso, minhas primeiras experiências com elaboração de planos de aula se resumiam a transcrever aqueles planos que vinham como anexo nos livros didáticos. Era uma prática recorrente, praticamente uma cultura.

Pouca experiência e conhecimento e insegurança de sobra eram características de um educador-iniciante. Mas algumas experiências colaboraram para que avançasse nesse sentido.

Destaco, inicialmente, os encontros para apreciação e (re)construção de planos junto à supervisão escolar. No início, receber observações da supervisora era algo não muito agradável, mas o tempo e os resultados em sala de aula apontavam como estes encontros eram enriquecedores, especialmente pelo seu caráter formativo. Agradeço à professora Margarida pelos ricos encontros de supervisão. Eram muito interessantes pois a mesma levantava questões sobre cada item do plano de aula e apontava possibilidades, permitindo a reescrita deste.

Outra vivência relevante foi, como mencionei na última postagem, o planejamento de cursos na OfinArtes. Lá, a produção era sempre precedida de exposição da realidade do público com o qual queríamos trabalhar e por estudo em grupo. Depois disso realizávamos o planejamento colaborativamente.

Por último, o exercício da autonomia permitiu adquirir e resignificar novos conhecimentos, isto é, toda vez que me via diante da necessidade de desenvolver alguma ação, como o planejamento de uma aula, o dispositivo da curiosidade era acionado e me colocava, por conta própria, a pesquisar e estudar. E assim faço com relação a todo e qualquer tema que me desperta interesse.

Em linhas gerais, posso observar hoje o quanto a formação continuada foi e está sendo necessária para que cada vez mais melhore minha atuação como educador e que muito desta aprendizagem pode acontecer de diversas formas, tais como: participar de cursos e fóruns, pesquisar em livros, internet ou em outras fontes de informação e comunicação, acolher orientações de nossos coordenadores ou pelo menos refletir a respeito, conversar com amigos e trocar idéias e subsídios.

Essa reflexão é só para anunciar minha intenção de nas próximas postagens continuar falando de planejamento, tratando primeiramente de plano de aula.

Compartilhar me parece ser um dos segredos para crescer, apesar da forte influência do capitalismo que tem estimulado cada vez mais a competitividade. O compartilhar permite o crescimento de muitos (utopicamente de todos), já a competição não pondera meios para atingir objetivos e traz aos que se sobressaem a ilusória conquista, excluindo a maioria. Qual atitude devemos cultivar?

O dever é uma questão moral ou ética?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Compartilhando um roteiro para Formação Continuada

Nos anos de 1997 a 2005 participei do Grupo de Estudos, Pesquisas e Ações Pedagógicas, do Centro de Vivências Educativas OfinArtes. O mesmo é um grupo interdisciplinar e se reúne semanalmente para a realização de seminários, elaboração de projetos de pesquisa, planejamento de eventos e cursos e realização de eventos abertos à comunidade local.

No tempo em que estive nesse grupo aprendi muito sobre educação e pedagogia e uma das coisas que mais me chamava a atenção era a proposta de estrutura para a realização dos cursos de formação continuada, criada pela própria OfinArtes. São referenciais para esta proposta o método ver, julgar, agir, avaliar e celebrar, a teoria da complexidade e o planejamento participativo.

Quando elaborávamos uma proposta de curso ou evento, nos reuníamos para estudar temáticas dos mesmos e as demandas do público-alvo, pesquisar recursos e finalmente planejar. Todos os encontros eram estruturados a partir dos seguintes momentos: aquecimento, reflexão, vivência, sistematização, avaliação e referências. Descrevemos cada momento logo em seguida.

Aquecimento
Consta de uma atividade que:
+ Desperte o interesse do grupo em relação ao tema da oficina de atualização;
+ Possa trabalhar com os conhecimentos prévios a respeito;
+ Funcione como uma espécie de introdução ao tema da oficina.
Geralmente, a dinâmica de grupo é utilizada nesse momento, devendo ser projetada com criatividade e coerência.

Reflexão
É o momento em que os facilitadores expõem o referencial teórico para o tema da oficina. Nele, os conhecimentos prévios trabalhados no aquecimento poderão ser retomados, o que pode surtir um efeito positivo entre os participantes, porque suas idéias são valorizadas e, a partir delas, são acrescentadas novas reflexões.

Vivência
A vivência é sempre uma atividade prática, respaldada nos conhecimentos prévios e na reflexão proposta pelos facilitadores. Pode acontecer a partir de atividades que proponham empenho individual ou coletivo.

Sistematização
Os participantes do curso já passaram pelo aquecimento, já tiveram um momento de aprofundamento por meio da reflexão e puderam relacionar teoria e prática por meio da vivência. Com base em todas estas etapas vivenciadas, os facilitadores irão sugerir uma apreciação escrita ou oral, que pode ser desenvolvida de maneira individual ou coletiva. Tais sistematizações poderão ser socializadas em plenário.
No plenário, facilitadores e participantes dialogam sobre o tema da oficina, partilhando as sistematizações, solucionando dúvidas, fazendo os ajustes necessários, dentre outros.

Avaliação
Os facilitadores apresentam e desenvolvem uma proposta de avaliação do curso/oficina.
Antes do de qualquer curso/oficina, o grupo sempre realizava breve exposição, ao público, da proposta de trabalho elaborada pelos facilitadores. Para isso, cada participante recebia uma cópia do Plano de Trabalho. Neste momento acontecia também a apresentação dos facilitadores e dos participantes.

Durante a oficina procurava-se anotar síntese das contribuições dadas pelos facilitadores e pelos participantes. A OfinArtes, ao promover um curso, recomendava execução do mesmo por pelo menos dois facilitadores. Assim, enquanto um estava desenvolvendo uma atividade junto ao grupo de participantes, o outro podia realizar as anotações que serviriam para a elaboração do relatório final do curso.

Este relatório era entregue eventualmente aos participantes dos curso, via instituição que a promovia. Para a OfinArtes, além de dar um retorno aos interessados, era um registro histórico de tudo o que havia acontecido, servindo como fonte de consulta para eventuais trabalhos. Por exemplo: quando os facilitadores eram convocados para dar continuidade ao trabalho junto a um mesmo grupo, podiam resgatar facilmente o que foi trabalhado e propor novas vivências, reflexões e sistematizações.

Breves considerações
Poder compartilhar com vocês esta experiência e proposta pedagógica é uma alegria para mim. Tenho pela OfinArtes profunda gratidão, especialmente por ela ter me estimulado ao compromisso com a Educação. Essa iniciativa de compartilhar idéias, por exemplo, aprendi especialmente com Socorro Sousa e Tânia, idealizadoras da instituição.
Tenho em mente que boas idéias devem ser sempre compartilhadas e esta proposta para realização de curso precisa ter visibilidade uma vez que procura aliar teoria e prática. 

Conheça uma pouco mais a OfinArtes (Link)

domingo, 21 de março de 2010

Pesquisa escolar e Pedagogia de Projetos

Toda vez que ouço que hoje o trabalho do educador em sala de aula precisa ser de mediação e que a aprendizagem deve ser significativa, estimulando a autonomia nos estudantes, recordo algumas idéias de Pedro Demo, em seu livro Saber Pensar, especialmente quando ele apresenta a pesquisa como um modo de aprender, isto é, como princípio educacional.

Mas como mediar formas de aprender tendo com base a pesquisa se não sabemos pesquisar? Este questionamento me faz até recordar uma indagação de Jesus: “um cego pode guiar outro cego?!

O que é mesmo pesquisa? Quais cuidados devem ser tomados? Há metodologia ou metodologias para isso?

Por experiência própria, entendo que vivências e estudos em torno de boas referências sobre pesquisa favorecem a compreensão desta. Inicialmente podem colaborar com a superação daquele antigo hábito de propormos aos estudantes a pesquisa sobre um tema qualquer, com o tremendo equívoco de não levarmos em contam suas dúvidas ou interesses, de apresentarmos temas amplos e de não discutirmos a respeito de métodos de pesquisa, especialmente sobre o tratamento das fontes de informação e formas de (re)construirmos e socializarmos conhecimentos.

Sobre os tempos de estudante no ensino fundamental recordo quando alguns educadores solicitavam estudo de temas relacionados às suas disciplinas e qual era a minha ação diante disso: ia para a biblioteca da escola e transcrevia de livros ou enciclopédias o solicitado. Eram páginas e páginas copiadas mecanicamente em folhas de papel almaço e sem leitura atenta. De lá para cá estas práticas parecem não ter mudado muito: trabalhos ainda são pedidos e os estudantes copiam, copiam, copiam... O que mudou foi apenas a velocidade com que se pode copiar, proporcionada pela tecnologia do Control C + Control V.

Para promover uma aprendizagem que tenha a pesquisa como princípio educacional, antes de tudo o educador precisa ser pesquisador da realidade escolar, dos desafios que encontra na docência, dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais que deve estimular e especialmente de sua própria prática e um sujeito que instiga na sala de aula a dúvida, isto é, ao invés de valorizar as respostas prontas, estimular curiosidade e criatividade.

Uma possibilidade metodológica para isso é o desenvolvimento da Pedagogia de Projetos, uma maneira de trabalhar o conhecimento por meio da interdisciplinaridade, tendo como base projetos de vida cotidiana, de empreendimentos e de aprendizagem. Mas em relação a este item Demo (2000) entende que não podemos “resumir a aprendizagem a procedimentos apenas técnicos e formais, sobretudo a procedimentos instrucionais, porque, enquanto os aprendizes se restringem a seguir ordens, não se farão sujeitos capazes de fazer e sobretudo fazer-se oportunidade”.

Nesse sentido, se desejamos ver em nossas escolas estudantes autônomos, o desenvolvimento da pesquisa não deve acontecer de maneira vertical, onde o educador decide a respeito do tema que deve ser trabalhado, elabora o projeto de pesquisa a ser executado pela turma e distribui tarefas. Ao contrário, é preciso criar estratégias de sensibilização para estudo de temas escolares, despertando curiosidade e mobilizando interesse, favorecer construção coletiva de projeto de pesquisa do grupo ou de grupos da sala de aula e estimular o trabalho colaborativo durante todo o processo de produção de conhecimentos.
Ah... Não esqueça de deixar seu comentário! Abraços!

sábado, 20 de março de 2010

Quatro Pilares da Educação - Jacques Delors

Fruto de relatório da UNESCO a respeito da Educação para o Século XXI, elaborado por uma equipe coordenada por Jacques Delors, os quatro pilares da educação são bastante citados hoje nas escolas e nos cursos de formação inicial ou contiuada de educadores. São eles parâmetros para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem na contemporaneidade. O desafio para nós é tornar estas idéias em práticas efetivas, tendo em vista a educação de qualidade. Degustem agora um resumo deste relatório e deixem um comentário, expondo suas reflexões a respeito ou relatando experiências que têm os pilares como referência.

Premissa
Não se sustenta a valorização da quantidade de conhecimentos diante dos desafios da sociedade. É indispensável atualizar, aprofundar e enriquecer os conhecimentos adaptando ao mundo em mudança.

Como aprofundar e enriquecer os conhecimentos?
Organizar-se em torno de quatro aprendizagens – pilares do conhecimento:
1. Aprender a conhecer – adquirir instrumentos de compreensão;
2. Aprender a fazer – agir sobre o meio envolvente;
3. Aprender a conviver – participar e cooperar com os outros em atividades humanas;
4. Aprender a ser – integra as três precedentes.

Para quê?
Para que cada indivíduo descubra, reanime e fortaleça o seu potencial criativo.
Não só ver o instrumental da educação, mas a realização da pessoa que, na sua totalidade aprende a ser.

APRENDER A CONHECER
Domínio dos instrumentos do conhecimento, dando condições para compreensão do mundo (meio) e tendo o prazer de conhecer e de descobrir com seu fundamento (finalidade).
Valorizar a cultura geral (abertura da outras linguagens e conhecimentos) e trabalhar com profundidade determinado número de assuntos. Não se fechar em sua própria ciência (especialização), mas colocar-se numa atitude de diálogo interdisciplinar.
Aprender para conhecer, supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento.
Atenção – A sucessão rápida de informações prejudica o processo de descoberta. Para superar isso, deve-se estimular o aprofundamento da apreensão por meio de recursos, como: jogos, estágios, viagens, trabalhos práticos, dentre outros.
Memória – selecionar dados a aprender de cor, por meio da memorização associativa.
Pensamento – recuos e avanços entre o concreto e o abstrato. Combinar na pesquisa os métodos dedutivo e indutivo.
O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado e pode enriquecer-se com qualquer experiência. Enquanto menos rotineiro mais significativa a aprendizagem.



APRENDER A FAZER
Aprendizagem ligada à formação profissional = como ensinar o aluno a pôr em prática seus conhecimentos e como adaptar a educação ao trabalho futuro.
Realidade: O trabalho humano tornou-se cada vez mais imaterial, acentuando o caráter cognitivo das tarefas. Daí, a necessidade de aprender a fazer.
As produções puramente físicas são substituídas por tarefas de produção mais intelectuais (comando das máquinas, sua manutenção e vigilância).
Fazer tem que ter em si: qualificação profissional, comportamento social, aptidão para o trabalho em equipe, capacidade de iniciativa e gosto pelo risco.
O saber ser alia-se ao saber e ao saber fazer, compondo a competência exigida.
Qualidades consideradas importantes: capacidade de se comunicar, de trabalhar com os outros e de gerir e resolver conflitos.



APRENDER A CONVIVER
Aprender a conviver é conceber uma educação capaz de evitar os conflitos. Como?
+ Descobrindo o outro: por meio da educação transmitir a diversidade da espécie humana e levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos (empatia), descobrindo a si mesmo e colocando-se no lugar do outro.
+ Tendendo a objetivos comuns: trabalhar em conjunto projetos que valorizem aquilo que é comum e não as diferenças.



APRENDER A SER
A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa (espírito e corpo), dando-lhe condições de elaborar pensamentos autônomos e críticos.
Deve-se conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, donos do seu próprio destino.
A diversidade de personalidades, a autonomia e o espírito de iniciativa, até mesmo pela provocação, são os suportes de criatividade e de inovação.

Referência
DELORS, Jacques. Educação, um tesouro a descobrir: relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. UNESCO/ MEC.

Leia mais a respeito: Blog da Educadora Luciane - Ferinhas do saber



sexta-feira, 19 de março de 2010

Cada um no seu quadrado?

Você já ouviu falar da dinâmica dos quadrados. Nas últimas vezes que a utilizei, alguns estudantes lembravam logo daquela música que dizia "cada um no seu quadrado"! Pois bem! Nessa dinâmica de grupo que socializo é bem diferente: a resolução do desafio proposto só acontece se os grupos saírem dos quadrados, isto é, romperem a idéia de competição e compartilharem entre si. Vamos ver?!

DINÂMICA DOS QUADRADOS

A. Objetivo
Refletir sobre a importância da troca/solidariedade para o crescimento grupal.

B. Materiais
Envelopes
Quebras-cabeças de quadrados

C. Procedimentos
1. Preparar envelopes com peças (quebra-cabeça) dos quadrados. Um envelope trará todas as peças de um quadrado. Nos outros envelopes deverão estar peças de diferentes quadrados, misturados;
2. Cada envelope deverá conter 03 peças;
3. Distribuir os envelopes aos grupos e solicitar que os mesmos abram os mesmos quando for dado um comando;
4. Cada grupo deverá abrir o seu envelope e tentar montar o quebra-cabeça (que resultará num quadrado). O comando é: Montem os quebra-cabeças!
5. Evidentemente, o grupo que tiver o envelope com as peças de um mesmo quadrado, conseguirá montar o seu quebra-cabeça. Isso mostrará aos demais grupos que é possível montar os demais quebra-cabeças;
6. Alguns participantes perceberão que para montar o quebra-cabeça de seus grupos será necessário realizar troca de peças entre grupos e perguntarão ao facilitador se pode ser realizado;
7. O facilitador, por sua vez, lembrará que o comando foi: Montem os quebra-cabeças!
8. Por meio da troca, rapidamente os demais quebras-cabeças serão montados.

D. Moldes


Fica aí a sugestão de uma dinâmica que pode ser aplicada em vários momentos de formação continuada de educadores, especialmente como estratégia de sensibilização de reflexões sobre relações interpessoais, planejamento, pedagogia de projeto interdisciplinaridade, trabalho em grupo, dentre outros. Como utilizá-la vai depender do contexto e dos objetivos do facilitador. Caso queiram conhecer outras dinâmicas de grupo, visitem um outro blog que criei: http://dinamizzando.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de março de 2010

8 maneiras de acabar com seu blog rapidamente

8 maneiras de acabar com seu blog rapidamente --> O texto não é meu, mas as sugestões são bem interessantes para quem é blogueiro iniciante. Então, como sei que tenho muitos amigos que estão envolvidos com blogs e desejo ver outros descobrindo possibilidades pedagógicas em relação aos mesmos, resolvi recomendar leitura.
A campanha que faço agora é por blogs atualizados. Afinal... eles não devem ser diários virtuais?!

Ah... O autor do artigo é Marcos Lemos! Para acessar o texto basta clicar no título desta postagem.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sugestões para elaboração de sinopses

Nesses dias alguns estudantes falavam da dificuldade de elaborar sinopses, o que me instigou a pesquisar a respeito e a produzir este texto no intuito de colaborar com produção do mesmo.

De acordo com o minidicionário de Língua Portuguesa Melhoramentos (1997), resumo, síntese, sumário são sinônimos de sinopse.

Para o Dicionário Aurélio, sinopse é um substantivo feminino e pode significar: 1. Quadro sintético de uma obra literária, científica, dentre outros; 2. visão de conjunto; 3. síntese, resumo, sumário, resenha.

Com base nas definições dos referidos dicionários, portando, a sinopse é um texto breve e objetivo.

Noutras pesquisas pela internet vimos que sinopse é um gênero textual facilmente encontrado em livros, catálogos de livros e fitas de vídeo. Nela realizamos exposição sintética, objetiva e precisa da estrutura narrativa de um livro ou filme, a partir do enredo principal, destacando-se elementos tais como personagens centrais, espaço ou tempo e situações-chave da história.

Para entender melhor o que é uma sinopse leia o texto abaixo:
Gao é professor da Escola Primária Shuiquan e precisa sair de licença para cuidar da mãe doente. Um lugar distante e pobre, a única pessoa que aceita substituir o professor é uma menina de 13 anos: Wei Minzhi. Como a evasão escolar é muito grande, Gao instrui a Wei a não permitir que nenhum de seus alunos abandone o curso, prometendo-lhe 10 yuans extras em seu pagamento. Perdida em meio às crianças, Wei faz tudo para manter os alunos na escola, até que um garoto de 10 anos é obrigado a partir para a cidade em busca de trabalho. Para trazê-lo de volta, Wei inicia uma incansável jornada à procura de seu aluno na cidade grande.

Agora responda:
1. Esta é uma sinopse do filme “Nenhum a menos”, dirigido por Zhang Yimou. Qual seu enredo principal?
2. Quais personagens são citados?
3. Em qual tempo ou lugar a história se desenvolve?
4. Qual a principal trama desta história?

Que tal produzir a sinopse de um filme?! Assista-o com essa intenção e procure produzir um texto que desperte no leitor o desejo de assistir o filme.

E a sinopse de um texto? Leia o exemplo abaixo e veja como os elementos que devem compor uma sinopse estão claramente relacionados por quem produziu o texto.
O que é o amor? Sentimento imutável ao longo da História ou manifestação vinculada ao seu tempo? As pessoas namoravam e se beijam hoje da mesma forma que fazxiam durante o período colonial? A historiadora Mary Del Priore responde a essa questões percorrendo, com competência e leveza, 450 anos de idéias, práticas e modos amorosos no Brasil. Da rígida família patriarcal até a “desordem amorosa” propiciada pela pílula e pela revolução feminista, do amor-paixão ao amor que leva ao casamento, do flerte à paquera, a autora aborda séculos de vida amorosa no Brasil. Ricamente ilustrado, História do amor no Brasil é leitura ideal para mulheres e homens que querem entender – e viver – o afeto mais cantado da História.

Compare as duas sinopses. O que há de semelhante ou quais diferenças há entre elas? Ambas despertam o interesse do leitor/expectador?

Depois que expomos definições e exemplos, propomos identificação dos elementos e comparação entre sinopses, que tal produzir a sua?!

Passem por aqui depois, expondo suas produções, ok?!

Referências
DEL PRIORE, Mary. História do amor no Brasil. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006.
MELHORAMENTOS minidicionário de língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1997.
NENHUM a menos. Direção: Zhang Yimou. Roteiro: Xiangsheng Shi. Intérpretes: Minzhi Wei, Huike Zhang, Zhenda Tian, Enman Gao, Zhimei Sun, Yuying Feng, Fanfan Li, Yichang Zhang, Xu Zhanqing, Hanzhi Liu, Ma Guolin, Wu Wanlu, Liu Ru, Wang Shulan e Fu Xinmin. Produzido por Guangxi Film e Beijing Ney Picture.
SINOPSE. In: DICIONÁRIO Aurélio on-line. Brasil, 2010. Disponível em: Acesso em: 16 mar. 2010. 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Blogs, blogs, blogs...

Hoje estou diviulgando alguns blogs que criei nestes últimos anos. Apesar de não acrescentar frequentemente postagens, os mesmos são visitados e seus contéudos parecem colaborar bem  com estudos e pesquisas de seus leitores. Segue uma lista e momentários a respeito de cada blog:

Francisco Sales - Nesse blog apresento uma currículo abreviado e listo todos os blogs que criei.
História da Educação - Reúne resumos sobre História da Educação. O primeiro texto é uma síntese da discussão de Franco Cambi sobre  História da Pedagogia e História da Educação. Logo em seguida, há textos sobre história da educação de vários momentos da história da humanidade.
Sociologia da Educação - É um blog bastante visitado, talvez pelo conteúdo que disponibilizo! Até o dia de hoje já teve mais de 33 mil visitas. Apresenta resumo de textos sobre sociologia da Educação: de August Comte a Pierre Bourdieu. É um bom material para quem deseja ter base em sociologia.
História da Infância - Apresenta síntese de textos de Colin sobre a produção a respeito das concepções de infância na história e dispõe de subsídio para orientar a elaboração de almanaque.
Memórias de educandos - Reúne relatos de Educandos da FACESA sobre histórias do ensino de Geografia e História, tendo como base a memória destes.
Projetos - Expõe resumo de texto sobre planejamento, de Celso Vasconcelos.
Liceu do Ceará - Apresenta resumo de pesquisa que realizamos sobre o Liceu do Ceará.
Pedagogia de projetos - Neste blog relatamos uma oficina sobre Pedagogia de Projetos. Também tem sido bastante visitado.
História e Geografia - Exposição de textos sobre Metodologia do Ensino de História e Geografia.

Visitem! Divulguem!

domingo, 14 de março de 2010

Site para educadores

Sempre tive o desejo de ter um site e buscando informações a respeito na internet conheci os blogs. Eles foram o primeiro recurso no qual pude publicar alguns subsídios que elaborei para trabalhar juntos a educandos de Cursos de Licenciatura em Pedagogia. De 2006 para cá já criei vários blogs e de vez em quando alguns leitores entram em contato comigo para comentar conteúdos, solicitar materiais de estudo ou até para elogiar. No entanto, além de disponibilizar informações por meio de postagens, queria oferecer arquivos para downloader e para isso conheci o google sites.

Nesse serviço pude criar um simples site, sem conhecer linguagem html. Na página principal deste sempre estou publicando um texto breve ligado à área educacional, mas o legal é poder organizar em pastas arquivos com textos de word e powerpoint para baixar. Uma desvantagem deste com relação aos blogs é que não permite tanta interação. Mas tudo bem... para o que desejava ele cumpre sua função... O convite que faço a vocês é visitá-lo. O link para o mesmo está na coluna direita deste blog. Ah... não deixem também de divulgá-lo e de sugerir conteúdos para os mesmos.

Se você quiser informações sobre como elaborar seu próprio site, entre em: Google sites
Caso tenha alguma dúvida, deixe seu comentário aqui e logo te daremos retorno.

sábado, 13 de março de 2010

Por que Ateliê de Educadores?

Olá amigos e amigas! Estou organizando um novo blog, procurando fazer dele um diário de fato, com publicação permanente de postagens sobre vários temas ligados à Educação. Esperamos que, por meio dessa iniciativa, nossas reflexões e propostas possam colaborar com o trabalho docente e com a construção de ensino de qualidade para todos.
Outra intenção é organizar todos blogs que até agora criamos e disponibilizar os links dos mesmos neste. Apesar de pouco atualizados os contéudos dos mesmos, notamos que a visita é constante e nossos leitores informam a relevância das postagens.
Quando estávamos pensando sobre qual seria o nome deste blog o nosso objetivo ao criá-lo norteou a escolha. Então resolvemos chamá-lo de "Ateliê de Educadores".
Mas por que Ateliê? Nosso convite ao educador é que ele seja um artesão da educação, isto é, um sujeito que procura conhecer e atuar em todas as dimensões da educação, que é inquieto, que percebe os desafios da realidade, estuda, pesquisa, produz conhecimento, socializa-o e luta pela transformação.
Este espaço será um ATELIÊ à medida que educadores encontrarem espaço, pessoas, ferramentas, idéias para a construção colaborativa de novos saberes e a aplicação destes em ambientes escolares.
Estamos só começando e esperamos dicas de todos para que esse projeto aconteça de fato, dando contribuições significativas para a sociedade.
Abraços!