sábado, 24 de outubro de 2015

Cursos Online Abertos e Massivos

Você já ouviu falar de Coursera, Learncafe, Unesp aberta, Veduca ou Edx? E de cursos Online Abertos e Massivos?

Os nomes que mencionamos são plataformas de ensino virtual e à distância que oferecem cursos Online Abertos e Massivos, mais conhecidos como MOOCs.

Os MOOCs são Online porque oferecidos em plataformas de ensino disponíveis na internet (Ambientes Virtuais de Aprendizagem). São Abertos porque compreendem licenciamento aberto de conteúdo (Creative Commons) e estrutura aberta e metas de aprendizagem. São Massivos porque acolhem número ilimitado de participantes sem distinção de público, sem exigência de vinculação institucional, nem pré-requisitos. Geralmente são oferecidos com gratuidade, conferindo certificação ou não.

Dave Cormier, gerente de Comunicação na Web e Inovações, pesquisador  do Instituto Nacional de Tecnologia na Educação Liberal  e vinculado à Universidade de Prince Edward Island, criou e popularizou o termo ‘Massive Open Online Course’ (MOOC).

A primeira experiência reconhecida como MOOC foi promovida em 2008 por George Siemens e Stephen Downes. Os mesmos ofereceram, chancelados pela Universidade de Manitoba (Canadá), o curso Conectivismo e Conhecimento Conectivo’, para 25 alunos pagantes e 2300 estudantes com participação gratuita pela internet.

A aprendizagem nos MOOCs abrange a participação nas atividades propostas, diferenciando-se de participante a participante, isto é, como cada um interage com os conteúdos e faz o seu percurso e se dedica no curso.

Os cursos MOOC têm como base a pedagogia conectivista. A mesma fundamenta-se na ideia de que a aprendizagem se encontra nas conexões em rede que acontecem entre as pessoas e os componentes do mundo digital. Para essa abordagem, aprender compreende a habilidade de criar e transitar nestas redes de conexões.

A seguir, algumas plataformas de Cursos Online Abertos e Massivos (MOOCs):


O COURSERA agrega 88 instituições de grande relevância mundial, oferece cursos gratuitos em diversas áreas do conhecimento.

Os conteúdos de seus cursos, dispostos progressivamente em vídeos aulas, têm sido traduzidos para o púbico brasileiro com a colaboração de tradutores voluntários que recebem certificado emitidos pela Fundação Lemann e Coursera.

Introdução ao Pensamento Matemático e Fundamentos da Estratégia de Negócios são alguns exemplos de cursos. Neles são utilizados recursos tais como: exercícios, avaliações, atendimento online e fóruns.




Os cursos on-line da EDX são oferecidos pelas melhores universidades do mundo, tais com: Harvard , Mit e Berkeley.
Sem fins lucrativos, as aulas dos cursos são interativas, tendo vídeos e jogos como recursos.

Diferentemente de outros MOOCs, oferece certificação.

Introdução à ciência da computação, Medicina Comportamental, Estatística, Princípios de Circuitos Elétricos e Epidemias são alguns exemplos de cursos oferecidos na EDX.




A UNESP ABERTA, criada em 14 de junho de 2012 pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, é a primeira iniciativa MOOC no Brasil.

Disponibiliza gratuitamente conteúdos e materiais didáticos dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Universidade. Seus materiais são organizados em cursos completos e livres.

Sem certificação ou assessoria pedagógica, oferece 70  cursos por áreas do conhecimento:  áreas de Humanas, Exatas e Biológicas.

Nos cursos há recursos tais como: videoaulas, textos, atividades, animações, apostilas e softwares educacionais.

A UNESP aberta disponibiliza  também 196 e-books do selo Cultura Acadêmica e o acervo da biblioteca digital.



A LEARNCAFE oferece cursos online gratuitos e cursos online pagos, dispondo de ferramentas que visam a facilitar o ato de aprender e ensinar.

Para os autores de cursos, todos os recursos são gratuitos e sem taxa de inscrição ou mensalidade.

Fórum, glossário, contato com alunos e autor do curso são alguns recursos disponíveis.



Está precisando reforçar a sua formação inicial? Optar por MOOCs é uma excelente alternativa!

A verdadeira aprendizagem transforma


A aprendizagem compreende transformação e crescimento, tendo reflexos significativos sobre todas as dimensões do ser humano (intelectual, afetivo, social, espiritual, dentre outros). Ela é essencial à sobrevivência de cada indivíduo e colabora com a vida em sociedade. 

Quando mais dispostos a aprender, ampliamos nossa visão de mundo, assimilamos ou até produzimos novos conhecimentos e nos colocamos na via de acesso para uma vida de qualidade.

A aprendizagem acontece a todo momento, em múltiplos lugares e conta com a colaboração de uma infinidade de sujeitos. Aí está a sua riqueza.

Situações da aprendizagem podem acontecer espontânea, de maneira informal, ou propositalmente, com intenções implícitas ou claras.

Adquirimos conhecimento: nos diálogos do dia a dia, presencial ou virtualmente; nas relações interpessoais; nas experiências em ambientes educacionais e profissionais; na convivência em grupos dos mais variados fins. Mas curiosidade e humildade (admitir que  não sabe o suficiente e que, por isso, precisa aprender sempre) são uns dos principais elementos de motivação para a aprendizagem.

De fato, a verdadeira aprendizagem nos transforma, nos torna melhores, cria oportunidades. Para isso, é fundamental darmos o devido valor à educação, repensando o sentido do estudo, exigindo/colaborando com uma escola (em todos os níveis de ensino) cada vez mais disposta a aprender e ensinar e, consequentemente, contribuindo com a formação de cidadãos éticos e solidários.

Sejamos, portanto, autores e atores da aprendizagem e façamos isso por meio do diálogo!

Livros gratuitos

A UNIVERSIA divulga em site uma infinidade de livros que podem ser baixados diretamente em computadores, tablets e smartphones. São livros de literatura infantil e juvenil, acadêmicos, sobre liderança e empreendedorismo, história do Brasil, dentre outros.


Que tal conferir? Basta clicar aqui!

Eu sonho com um país de mulheres e homens leitores, autores críticos de suas próprias histórias. A mudança do mundo começa por aí!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia dos professores

É um orgulho ser educador! Na docência temos a felicidade de cultivar conhecimento e amizade! Feliz dia dos professores a todos que se dedicam a aprender e ensinar, compromissados com o esforço de tornar a vida cada vez melhor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Uma dica para a escrita de textos

Reunir fontes com informações sobre um assunto que desejamos desenvolver não é tarefa difícil quando se tem em mente o desejo de produzir textos próprios.

A respeito de um assunto temos sempre algum conhecimento (conhecimento prévio) e é bom partir dele. Buscando o pensamento de outras pessoas a respeito do assunto de nosso interesse, criamos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos.

A autoria de textos é fruto de um diálogo com a realidade, com os saberes que construímos e com os saberes sistematizados por outros autores. É um exercício de interação e reflexão.

Para adquirir a competência da escrita, a leitura é fundamental e hoje, com os recursos da internet, melhorou o acesso à informação e ao conhecimento por que por meio deles podemos acessar uma infinidade de fontes, tais como: textos escritos, imagens, músicas e vídeos. Diante disso, o desafio hoje é escolher fontes e informações confiáveis e relevantes para o avanço da produção de conhecimentos úteis à vida.

Há algumas décadas atrás utilizávamos especialmente enciclopédias com fontes de pesquisa. Hoje, provavelmente o meio mais consultado para o desenvolvimento de pesquisa é a internet. Entendo que devamos utilizar tanto os materiais impressos quanto os que se encontram na rede. No caso da necessidade de produzir textos consistentes é bom que busquemos textos que resultaram de reflexões filosóficas ou científicas.



Uma vez encontradas, escolhidas e reunidas as fontes, devemos dar início à leitura das mesmas. Realizar uma revisão de literatura (1) utilizando a técnica do fichamento (2) é um investimento cujos resultados poderão ser observados a médio ou longo prazo. Compreendendo a importância disso, costumo fichar todos os textos que leio, seja realizando anotações (a lápis) nos livros ou textos, seja armazenando comentários, críticas ou citações nos editores de texto, especialmente no Word. Mas além disso, um recurso que considero interessante utilizar é o quadro comparativo.

O quadro comparativo pode ser disposto numa tabela criada no Word ou no Excel. Na primeira linha, a partir da segunda coluna informa-se os nomes dos autores das fontes consultadas, seguidos dos anos de publicação. Na primeira coluna, a partir da segunda linha relacionam-se as palavras-chave (títulos das ideias que consideramos relevantes no texto). Nas demais colunas e linhas, as citações, associadas às palavras-chave.



Além da tabela é importante identificar o assunto sobre o qual trata o quadro comparativo e também as referências das fontes. Se estivermos, por exemplo, elaborando um quadro comparativo sobre planejamento, poderíamos obter a seguinte configuração:


A vantagem de elaborar quadros comparativos é que por meio deles podemos comparar ideias de diversos autores. Ao comparar ideias, inclusive com as nossas, promovemos uma espécie de diálogo e ampliamos o nosso conhecimento.

As ideias relevantes, identificadas pelas palavras-chave, poderão ser analisadas e dispostas numa sequência lógica, possibilitando a sistematização de um roteiro de escrita. Tendo o roteiro de escrita e as ideias, escrever o texto torna-se uma atividade menos complicada.

Essa é uma proposta para auxiliar a produção textual. Resta testar. Aguardo notícias.

Notas
(1) Para Bento (2012) “A revisão da literatura é uma parte vital do processo de investigação. Aquela envolve localizar, analisar, sintetizar e interpretar a investigação prévia (revistas cientificas, livros, actas de congressos, resumos, etc.) relacionada com a sua área de estudo; é, então, uma análise bibliográfica pormenorizada, referente aos trabalhos já publicados sobre o tema. A revisão da literatura é indispensável não somente para definir bem o problema, mas também para obter uma ideia precisa sobre o estado actual dos conhecimentos sobre um dado tema, as suas lacunas e a contribuição da investigação para o desenvolvimento do conhecimento.”

(2)  De acordo com Marconi e Lakatos (1995), fichamento é uma forma de investigar que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. É uma parte importante na organização da pesquisa, permitindo um fácil acesso aos dados fundamentais para a conclusão do trabalho.

Referências
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.


BENTO, António V. Como fazer uma revisão de literatura: considerações teóricas e práticas. Disponível em: . Acesso em: 10 Out. 2015.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A introdução de um projeto de pesquisa


Estando a introdução entre os elementos iniciais do projeto de pesquisa temos a impressão de que sua escrita é uma das primeiras. Pelo contrário, ela deve ser o último item a ser sistematizado pelo pesquisador porque tem como função inserir seus leitores (1) no referido trabalho, apresentando com brevidade informações relevantes do projeto, tais como:

O tema – expondo motivos para a escolha do tema, falando da atualidade do mesmo, contextualizando-o, e relacionando seus aspectos conceituais. Tratando desse item, o estudante-pesquisador deve apresentar também o enfoque que dará ao tema, já que o mesmo precisa vir bem delimitado;

O problema – apontando a dúvida em torno da qual será desenvolvida toda a pesquisa, o conhecimento que se deseja adquirir, o aspecto da realidade que se pretende compreender e/ou até transformar;

Os objetivos de pesquisa – apresentando o objetivo geral, o que o estudante-pesquisador pretende alcançar por meio da pesquisa;

A justificativa – expondo a importância científica e social de realizar a pesquisa sobre o tema proposto;

O referencial teórico – apontando o ponto de vista sobre o qual o tema será abordado, em quais autores e conceitos se apoiará a pesquisa;

A metodologia – descrevendo o tipo de pesquisa e os instrumentos de coleta e análise de dados.


Todos os elementos mencionados devem ser apresentados sucintamente já que logo em seguida, no projeto, cada um deles será detalhadamente apresentado. Na verdade, a introdução tem o objetivo explicitar as intenções e estratégias de pesquisa e atrair/preservar o interesse do leitor.

Nota
(   (1) Os leitores de um projeto de pesquisa podem ser: o próprio autor do projeto, professores de TCC, orientadores, colegas de estudo e pesquisa ou interessadas na proposta de pesquisa.



Referência
Associação Brasileira de Normas e Técnicas. NBR 14724, 2006.


GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projeto de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

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