segunda-feira, 2 de junho de 2014

Grupo de estudo, pesquisa e consultoria GADAEV


O blog Ateliê de educadores tem compartilhado ideias e vivências em educação e agora, desejando ampliar sua ação, toma a iniciativa de convidar abertamente todos os educadores que se interessam pelo estudo, pesquisa e consultoria em projetos educacionais para participar de grupo docente. Conheça nossa proposta e entre em contato conosco!

Objetivo
Reunir educadores interessados em participar de grupo para desenvolver ações docentes tais como estudo, pesquisas e vivências pedagógicas por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, especialmente do Moodle.

Ações a serem desenvolvidas pelo grupo
Estudos e pesquisas em educação, visando produção e divulgação de conhecimentos e oferta de cursos de formação continuada;
Consultoria pedagógica na elaboração de projetos educacionais.

Metodologia
O Grupo de ações docentes Ateliê de Educadores Virtuais utilizará o Moodle como espaço de interação. Nele estará se encontrando regularmente para estudar, realizar pesquisas, elaborar e executar projetos de cursos e consultoria e sistematizar/documentar todas as suas ações, tendo como referência o planejamento participativo e a economia solidária.

Quem pode se inscrever?
Educadores com graduação e pós-graduação, interessados em atuar como consultores na área de educação e que desejam empreender solidariamente.



Clique  aqui e faça sua inscrição no grupo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

CURSO LIVRE CRIAÇÃO E GESTÃO DE CURSOS ONLINE

Abrimos inscrições para o curso Livre Ead "Criação e gestão de cursos online", destinado àqueles(a) educadores(a) que desejam utilizar os ambientes virtuais de aprendizagem como recurso didático a serviço do processo de ensino aprendizagem na educação básica, no ensino superior, em cursos de extensão, de pós-graduação e/ou livres.
As inscrições estão abertas e o curso terá início no dia 17 de julho, no ambiente virtual de aprendizagem do Ateliê de educadores.

No textos a seguir, você pode conhecer o projeto do curso na íntegra.

1  Identificação

1.1  Curso: Criação e gestão de cursos Online.

1.2  Mediador: Professor Francisco Sales da Cunha Neto – Mestre em Educação (UFC), Licenciado em História (UECE). Mediador em cursos à distância, com formação em Moodle pelo MoodleBrasil. E-mail: salescunha.neto@gmail.com

1.3  Público-alvo: Profissionais interessados em planejar e realizar cursos à distância por meio do ambiente virtual Moodle.

1.4  Carga horária: 100 horas.

1.5  Investimento: R$ 250,00 (pagamento por meio do pagseguro, no boleto ou parcelado).

1.6 Promoção: Ateliê de Educadores (atelierdeducadores.blogspot.com)

1.7  Período de inscrição: 01 de Junho a 15 de julho de 2014.

1.8  Desenvolvimento do curso: 17 de julho a 22 de agosto de 2014.

2  Objetivo: Orientar o planejamento, a execução e a avaliação de cursos à distância na modalidade online, utilizando a plataforma Moodle.

3  Justificativa: Muitas atividades estão crescendo na internet e uma delas é a educação à distância. Esta, uma vez oferecida em ambientes virtuais de aprendizagem, oferece inúmeras vantagens aos professores e estudantes, a exemplo de ensino de qualidade do menor custo, ferramentas de interação favorecendo a aprendizagem, atividades que podem ser realizadas em tempo real ou de acordo com o tempo dos participantes.

3 Pré-requisitos: Para participar do curso é necessário:
1. Possuir acesso a Internet e saber navegar na web;
2. Possuir e utilizar e-mail;
3. Dispor de 1 hora diária para estudo;
4. Ter conhecimentos básicos sobre Windows (nível de usuário) e de operações simples como download de arquivos, salvar arquivos, uso de formulários web, dentre outros;
5. Ter autodisciplina, motivação e responsabilidade, qualidades essenciais para realizar cursos à distância;
6. Ter instalado em seu micro: navegador web, plugin para exibição de animações em flash, Adobe Acrobat Reader.

4  Conteúdos
· + História de educação à distância em ambientes virtuais.
  + A aprendizagem em cursos à distância, modalidade online.
· + Moodle, ambiente virtual de aprendizagem.
· + Planejamento e criação de cursos online.
· + Docência e tutoria em cursos online.

5  Metodologia
O curso será oferecido à distância, no ambiente virtual de aprendizagem Moodle do Ateliê de educadores. Os estudantes aprenderão a planejar, executar e avaliar  cursos online por meio do estudo e de atividades práticas.

6 Avaliação
Os participantes serão avaliados a partir do envolvimento ativo nas propostas do curso, especialmente quanto a proatividade, a assiduidade, a disciplina e a interação. O produto final será a criação de um curso online.

7 Referências
MAIA, Carmem; MATTAR, João. ABC da EaD: a educação a distância hoje. São Paulo: Pearson, 2007.
       
SILVA, Marco; PESCE, Lucila; ZUIN, Antonio (Org.). Educação online: cenário, formação e questões didático-metodológicas. Rio de Janeiro: Wak, 2010.

SILVA, Marco. Sala de aula interativa. 4. ed. Rio de Janeiro: Quartet, 2006.


TORI, Romero. Educação sem distância: as tecnologias interativas. São Paulo: Senac SP, 2010.


terça-feira, 27 de maio de 2014

DIA DOS NAMORADOS

O dia 12 de junho é dedicado aos namorados. Nele, é tradição a realização da troca de presentes, doces e cartões com mensagens de amor entre namorados.

A origem desta data comemorativa não oficial encontra-se no século III da era cristã. Naquela época, o imperador romano Cláudio II proibiu a realização de casamentos durante tempos de guerra, porque acreditava que homens solteiros e sem responsabilidades familiares tinham melhor desempenho nos combates. No entanto, Dom Valentim, bispo católico, desrespeitou a ordem e continuou com as celebrações de matrimônio clandestinamente. Uma vez descoberta a sua desobediência, foi preso e recebeu a morte como sentença.

Enquanto esteve preso, Dom Valentim recebeu vários bilhetes e cartões de jovens apaixonados, valorizando o amor, a paixão e o casamento. Afirma-se também que enquanto aguardava sua sentença de morte, Dom Valentim se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de sua execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Dom Valentim foi decapitado no dia 14 de fevereiro de 270. No ano de 496 o papa Gelásio I elegeu Dom Valentim, canonizado santo, como símbolo dos apaixonadas. Assim, esta data passou a ser destinada aos casais de namorados e ao amor.

Na Europa medieval, a comemoração passou a ser realizada no dia 14 de junho, pois este dia correspondia ao primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por ocasião desta data os namorados da Idade Média deixavam mensagens de amor na soleira da porta da pessoa amada.

Noutra versão, associa-se esta comemoração à “Lupercalia”, antiga festa romana que se realizava todo dia 15 de fevereiro. Nela, homenageava-se Juno, a deusa romana das mulheres e do casamento, e Pã, o deus da natureza.

No Brasil, o dia dos namorados está associado ao português Santo Antônio (frei Fernando de Bulhões), santo popular que pregava sobre a importância do amor e do casamento e que, após ser canonizado, ganho a fama de "santo casamenteiro".



O dia dos namorados passou a ser comemorado no Brasil no dia 12 de junho de 1949, véspera do dia de Santo Antônio, quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior como uma maneira de homenagear os casais apaixonados. O mesmo apresentou a proposta aos comerciantes paulistas, colaborando com o aquecimento das vendas na época. Logo em seguida, o dia dos namorados passou a ser comemorado em todo o país.

Saiba mais:
Em Salvador - BA, a devoção a Santo Antônio é grande. Não raro, em vários bairros da capital soteropolitana encontramos devotos promovendo a trezena do santo. No ano passado adaptei uma dessas trezenas. Caso queira conhecer o material, clique aqui.

Dica para surpreender no dia dos namorados.

CURSO LIVRE PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO

O Ateliê de educadores lança novo curso livre: "Projeto Político Pedagógico". Para conhecer a proposta, leia o projeto do curso. As inscrições estão abertas e vão até o dia 16 de junho!
Ateliê de educadores. Criando e mediando redes colaborativas de conhecimentos!

Objetivo: Mediar a compreensão do Projeto Político Pedagógico em ambientes escolares por meio do estudo colaborativo.

Justificativa: O Projeto Político Pedagógico é a identidade da escola. Nele, a comunidade educacional expressa suas concepções, desejos e objetivos educacionais. Com a democratização na educação brasileira, somos convidados para participar na elaboração deste documento. Diante disso, surge a necessidade de compreendermos o que é o Projeto Político Pedagógico, qual a sua relevância para a educação escolar, como envolver a comunidade escolar em sua elaboração, execução e avaliação, dentre outras questões.

Mediador: Professor Francisco Sales da Cunha Neto – Mestre em Educação (UFC), Licenciado em História (UECE). E-mail: salescunha.neto@gmail.com

Público-alvo: Profissionais interessados compreender o Projeto Político Pedagógico, com disponibilidade de 1 hora por dia para estudo colaborativo.

Carga horária: 80 horas.

Promoção: Ateliê de Educadores (atelierdeducadores.blogspot.com)

Período de inscrição: 27 de maio a 15 de junho de 2014.
Período de seleção*: 16 a 27 de junho de 2014.
Divulgação da lista de selecionados: 28 de junho de 2014 (No blog do Ateliê de educadores).
Desenvolvimento do curso: 01 de julho a 02 de agosto de 2014. 

Pré-requisitos: 
Para participar do curso é necessário:
1.Possuir acesso a Internet e saber navegar na web;
2. Possuir e utilizar e-mail;
3. Dispor de 1 hora diária para estudo;
4. Ter conhecimentos básicos sobre Windows (nível de usuário) e de operações simples como download de arquivos, salvar arquivos, uso de formulários web, dentre outros;
5. Ter autodisciplina, motivação e responsabilidade, qualidades essenciais para realizar cursos à distância;
6. Ter instalado em seu micro: navegador web, plugin para exibição de animações em flash, Adobe Acrobat Reader.

Metodologia
O curso terá como referência a aprendizagem colaborativa. Nesse sentido, a participantes serão convidados a atuar com autonomia, formando uma comunidade de conhecimento. A pesquisa será tratada como princípio educativo.

Avaliação
Os participantes serão avaliados a partir do envolvimento ativo nas propostas do curso, especialmente quanto a proatividade, a assiduidade, a disciplina e a interação.

Aqueles que participarem de pelo menos 80% do curso receberão, por e-mail, declaração de participação. Aqueles que quiserem receber CERTIFICADO via correio,deverão pagar contribuição de R$ 40,00.

Referências
Gandin, Danilo; Gandin, Luís Armando. Temas para um projeto político-pedagógico. Petrópolis (RJ). Vozes, 2003.

VASCONCELLOS, Celso S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. 15. ed. São Paulo: Libertad, 2006.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (org). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. 14. ed. São Paulo: Papirus, 2002.


* O período de seleção compreende curso de ambientação. Nele, os interessados no curso serão avaliados de acordo com a participação assídua, o desenvolvimento das atividades, a disciplina e a interação com o grupo.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

A VINGANÇA DO PROF. JOSÉ PACHECO E A ESCOLA DA PONTE


Aceitando o convite do Ateliê de educadores, Marcia Nunes compartilha conosco suas reflexões a partir de palestra de José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte. Por meio de seu relato, podemos conhecer um pouco da referida proposta.

Marcia Nunes é pedagoga com pós-graduação em Gestão Escolar. Possui formação inicial em Psicologia Clínica, Teologia com  ênfase em Religiões Comparadas e experiência em jornalismo. É autora do livro As Três Mentes, de autoajuda, e escreveu dois livros em coautoria sobre o turismo em Caldas Novas. Alimenta o sitio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Caldas Novas - SEMECT, onde divulga ações da rede municipal de ensino: http://semectcaldasnovas.go.gov.br



Ouvir o Professor José Pacheco funcionou como uma radical quebra de paradigmas na minha formação acadêmica e pessoal. Formávamos um público de 400 pessoas que puderam ouvi-lo no auditório do Conselho Estadual de Educação em Goiânia, capital de Goiás, no final de 2013. O encontro teve o apoio do SINTEGO – Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás, SEPE – Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Goiás, e do SESI-SENAC-GO.

A fala do Prof. Pacheco durou 4 horas sem intervalo sequer para beber água ou ir ao banheiro. Por que ninguém ousou interrompê-lo em suas colocações tão inovadoras e provocativas? E por que seus anfitriões permitiram que falasse livremente sobre suas práticas pedagógicas nada convencionais e tão revolucionárias?

José Pacheco é uma figura conhecida internacionalmente no mundo da educação desde que idealizou e coordenou em 1976 a Escola da Ponte em Portugal, seu país de origem, onde nasceu em 10 de maio de 1951. É educador e pedagogo, além de grande dinamizador da gestão democrática na Educação. É especialista em Música, Leitura e Escrita, mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia pela Universidade de Porto. Assim fez seu nome e montou sua história. Portanto, os ouvintes daquele auditório sabiam de antemão que seriam cutucados a exaustão, como de fato foram.

Começou falando de sua vingança motivadora. “Eu era um projeto que tinha tudo para dar errado: fui um menino pobre, piolhento e zarolho. Na escola vivenciei experiências de sofrimento muito comuns às crianças nas mesmas condições. Mas jurei vingança e, quando adulto, criei a Escola da Ponte”.



É difícil imaginar uma escola sem muros, salas, carteiras enfileiradas, seriação e alunos separados por idades e níveis de conhecimento. Pois bem, na Escola da Ponte e nas aproximadamente 1.000 Comunidades de Aprendizagem (novo nome para Escolas) inspirados por José Pacheco ao redor do mundo e em algumas 100 brasileiras, não existe grade curricular nem personagens como diretor, coordenador pedagógico, professor e menos ainda avaliação.

Nada disso existe na Escola da Ponte, tampouco no Projeto Âncora, uma ONG localizada na cidade de Cotia, interior de São Paulo, que segue o mesmo modelo de ensino da Escola da Ponte. “Grade faz lembrar prisão”, relembrou.

Os estudantes não sentem falta da tal grade e os temas vão fluindo de acordo com as situações problematizadas que vão surgindo no meio da sala, espontaneamente. Algo do tipo: “Por que chamam meu bairro de favela?” De acordo com José Pacheco, a simples busca da resposta para essa pergunta já é suficiente para a construção de um projeto que vai durar o tempo necessário e suficiente até que o assunto seja esgotado. As pesquisas vão se avolumando de tal forma que muito provavelmente alguém deseje ser um arquiteto, um empreendedor social ou quem sabe um engenheiro. Mas isso nem de longe é o mais importante nessas comunidades.

Somente aí os professores se acercam e passam a mediar, conduzir, contornar, moldar, inspirar. Porém, para isso acontecer é necessário adequada preparação, que passa a uma distância de anos luz de teóricos como Vygostsky e Piaget, por exemplo, “dinossauros fossilizados que nem eram professores”.

E cita pelo menos 30 educadores brasileiros condenados ao ostracismo, como Paulo Freire (1921-1997), Eurípedes Barsanulfo (1880-1918), Anísio Teixeira (1900-1971), Tomás Novelino (1901-2000), Agostinho da Silva (1906-1994), entre outros ilustres desconhecidos da grande maioria de nós.

Coordena o Projeto Âncora na cidade de Cotia, interior de São Paulo, enquanto acompanha, inspira e assessora pelo menos 100 Comunidades de Aprendizagem espalhadas em todo o território nacional.


Enfim, a palestra do Prof. Zé Pacheco encerrou com respostas seguras e colocações bombásticas, garantindo que o método adotado em tais comunidades forma estudantes do Ensino Médio prontos para concorrer por vagas em qualquer universidade brasileira qualquer que seja a condição do vestibular. “Quando aprendemos a aprender, nunca mais queremos parar”.

O educador sexagenário, agora aposentado, nem pobre tampouco piolhento, embora continue zarolho, saboreia sua vingança quando observa o alcance do voo dos seus meninos e meninas. Seja aluno, professor ou pais nas Comunidades de Aprendizagem do tio Zé, todos são importantes. “As escolas são as pessoas, e não os lugares. Onde houver gente, há escola. Convidem-me, e mostrarei como”.

Para aprofundar o assunto:
Projeto Âncora - Cotia
Palestra sobre a Escola da Ponte (José Pacheco)
Rubem Alves e a Escola da Ponte

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Caracteristicas da economia solidária

Há alguns anos ouvi falar sobre Economia solidária e somente agora consegui um tempinho para estudar a respeito. Como resultado disso, reuni algumas ideias sobre, ou melhor, uma lista de características da economia solidária, o que pode ser uma boa introdução para a compreensão do tema...e agora compartilho com os leitores do Ateliê de educadores.
 

Caráter explicitamente associativo: não se reduz ao comportamento utilitarista. Reúne várias pessoas dedicadas ao bem comum.

Corragio (2007),em sentido semelhante, advoga a tendência nestes empreendimentos de passarem da reprodução simples à reprodução ampliada da vida, incorporando neste conceito somente a satisfação das necessidades materiais, mas a provisão de qualidade de vida de todas as pessoas.

Visão multidimensional: ultrapassa o objetivo econômico. Integra a educação, a cultura e a ação política para a transformação social.

Prática contextualizada: parte da realidade para (re)elaborar e enriquecer a sua própria natureza, ao invés de confrontar a sociedade com um certo número de regras e indicadores, para classificar que atividades estão dentro ou fora desta ideia.

Participação de vários atores: é uma proposta em construção, na qual vários autores e atores participam da construção de ideias e projetos e desenvolvimento de inovações, interagindo colaborativamente.

“Talvez a verdadeira revolução esteja justamente na capacidade das sociedades globalizadas de gerar o maior número possível de empreendedores dentro de uma visão solidária”. (MONTECLARO JUNIOR, 2007)
 
Valorização do trabalho cooperativo: concretização de relações de trabalho cooperativas, democráticas e criativas, baseadas na autogestão no seio dos empreendimentos.

"(...) a cooperação no trabalho, as decisões coletivas, o compartilhamento de conhecimentos e a confiança envolvem aspectos supraindividuais decisivos". (CORRÊA E GAIGER, 2011, p.35)
 
"A cooperação refere-se a valores e práticas de mutualidade, compromisso social e gratuidade, no âmbito interno e externo do empreendimento. Essa dimensão pode ser traduzida por indicadores de intercooperação, dispositivos de amparo as membros do empreendimento, coletivização do processo produtivo, inexistência de divisão social do trabalho, engajamento comunitário e participação em movimentos sociais". (CORRÊA E GAIGER, 2011, p.39)

Desenvolvimento da autonomia: promoção da autonomia individual e de grupo no contexto da comunidade a que se pertence, baseada no pensamento crítico e na co-responsabilidade.

Autogestão: vincula-se à participação coletiva, à democracia e à autonomia na gestão e condução do empreendimento, avaliadas por meio de indicadores como eleições livres e diretas; predominância de decisões coletivas, envolvimento dos sócios na gestão cotidiana, acesso dos sócios aos registros e informações gerenciais, predominância de trabalhadores associados (em relação a trabalhadores externos) e equidade entre homens e mulheres. (CORRÊA E GAIGER, 2011, p.39)

Visão para além do grupo: desenvolvimento das comunidades a vários níveis, a começar pelo local.

Iniciativa produtiva como resposta às necessidades das pessoas e das comunidades: não é um meio de gerar lucro, independentemente do que se produz, para quem e de que forma.

Procurar focar o empreendedorismo não na ação individual, mas nas relações sociais (ação do grupo, colegiada, participativa). ß considerar também os aspectos contextuais.

Algum grau de socialização dos meios empregados na atividade econômica.

Envolvimentos em ações mais amplas, a partir do entorno dos empreendimentos.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Empreendedorismo solidário

Sempre me inquietou ver o pouco de interesse de algumas pessoas pelo envolvimento em ações empreendedoras. Já acompanhei e vivenciei algumas experiências onde algumas pessoas se reuniram para compartilhar ideias e elaborar/desenvolver projetos. Por isso, acredito que é possível empreender numa perspectiva ética e solidária.
 
Para Monteclaro Junior (2007), a pouca importância que damos ao empreendedorismo solidário deve-se a uma acomodação nossa à força do hábito e ao enorme peso das convenções sociais. Eles, de fato, tornam a maioria das pessoas avessas ao comportamento empreendedor. Reforçando tal pensamento, o referido autor afirma que: “A razão primordial desse fato é que somos todos “educados para a obediência” e para a convenção, e não para a democracia ou para a inovação”.

A partir da reflexão de Monteclaro Junior podemos compreender porque tendemos a escolher o emprego formal. Para ele, “Há pouca empolgação pelo cooperativismo. Ao invés disso, acomodação ao pleno emprego (posição subordinada e alienada ao trabalho fixo e assalariado)”. (MONTECLARO JUNIOR, 2007)

Pesquisando sobre o empreendedorismo solidário descobri sua profunda relação com a economia solidária, uma alternativa à competitividade de viés capitalista. Nesse sentido, afirma Monteclaro que:
“A existência de uma verdadeira democracia, amplas liberdades, e uma real mentalidade inovadora, combinada a um ambiente de solidariedade, induziriam ao surgimento de um número muito maior de empreendedores interessados em projetos de economia solidária”. (MONTECLARO JUNIOR, 2007)

 As contradições do capitalismo, especialmente a diminuição das vagas de empregos formais e o incremento das desigualdades sociais, estimularam o surgimento de empreendedores e empreendimentos solidários, baseados na economia solidária, como alternativa para a conquista de vida digna (cidadania) de grupos sociais menos favorecidos. Nessa perspectiva, entendem Corrêa e Gaiger que:
 
“O sentido alternativo da Economia Solidária depende de sua capacidade de responder simultaneamente a requerimentos econômicos e de promover experiências significativas de trabalho, regidas pela equidade e por laços sociais de cooperação e participação”. (CORRÊA E GAIGER, 2011, p.39)

Então, como podemos definir economia solidária?

Para Monteclaro Junior (2007), economia solidária corresponde à: “(...) práxis de um cooperativismo autônomo, autogestionário e solidário, que inova no espaço da empresa-comunidade humana e também na relação de troca entre os diversos agentes”.

Por meio da economia solidária, de acordo com Corrêa e Gaiger (2011), podemos “criar atividades econômicas sustentáveis, geridas na base da cooperação entre os seus trabalhadores/as, numa perspectiva de desenvolvimento local e de construção de outras relações sociais, emancipadoras e equitativas”.

Sistematizando essas ideias manifesto o meu desejo de colaborar com a formação de redes de colaboração solidárias, reunindo pessoas, estimulando o desenvolvimento dos dons e do trabalho colaborativo.

Pois é... estou afim de empreender solidariamente! Quem vem comigo?

Clique aqui e participe do grupo “Empreendedores solidários”, no Facebook. Nele podemos amadurecer ideias e projetos.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

A lectio divina

Amigos e amigas do Ateliê de educadores. Apresento a vocês uma proposta de oração baseada na leitura orante da Bíblia. O referido material foi adaptado por mim para fins didáticos e litúrgicos.
 
 
A Lectio Divina vem do latim e tem como significado, “leitura divina”, “leitura espiritual” ou ainda “leitura orante da Bíblia”. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e a sua vontade, pode-se produzir os frutos espirituais necessários para a nossa salvação.
Os princípios da Lectio Divina surgiram por volta do ano 220 e foram praticados por monges, especialmente pelas regras monásticas dos santos Pacômio, Agostinho, Basílio e Bento. Santa Terezinha do Menino Jesus dizia, em período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela buscava no Evangelho o alimento de sua alma.
A Lectio divina tem suas raízes e é alimentada pela oração de escuta da Palavra de Deus na Sagrada Escritura, especialmente nos Evangelhos e Salmos, compreendendo quatro momentos: 1- Lectio (Leitura); 2- Meditatio (Meditação); 3- Oratio (Oração) e 4- Contemplatio (Contemplação).
O Concílio Vaticano II, em seu decreto Dei Verbum 25, promoveu a restauração da Lectio Divina, que teve um período de esquecimento por vários séculos na Igreja. O Concílio exortou, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos, especialmente aos religiosos, que, pela frequente leitura das divinas Escrituras, alcançassem o bem supremo do conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,8).


Em 2005, refletindo sobre a Lectio Divina, o Papa Bento XVI fez a seguinte observação: “Eu gostaria, em especial recordar e recomendar a antiga tradição da Lectio Divina, a leitura assídua da Sagrada Escritura, acompanhada da oração que traz um diálogo íntimo em que a leitura, se escuta Deus que fala e, rezando, responde-lhe com confiança a abertura do coração”.
 
 
Passos para vivenciar a Lectio divina

 
I. O primeiro passo é a preparação do ambiente para se fazer uma boa Lectio Divina.
Algumas sugestões:
a) Reservar um momento do dia para fazer a Lectio Divina (no mínimo 20 minutos);
b) Buscar um lugar reservado e, se possível silencioso;
c) Ter uma Bíblia que tenha bons comentários de rodapé;
d) Ter em mãos papel e caneta;
e) Procurar acalmar o corpo e a mente para poder se concentrar na leitura.
 
II. Pedir a presença do Espírito Santo, porque a Lectio Divina é uma leitura orante da Palavra, e o Espírito Santo é aquele que inspirou as Sagradas Escrituras.
Algumas sugestões:
a) Cante músicas de invocação do Espírito Santo;
b) Faça invocações ao Espírito por meio de orações que você já tenha decorado, ou leia com o coração, orações de invocações ao Espírito Santo;
c) De maneira especial, peça a presença e ação do Espírito Santo com suas próprias palavras, de forma espontânea.
 
III. Leia o texto várias vezes para que possa entender o sentido literal, poderíamos dizer, interpretar o texto para descobrir o que o texto diz.
Algumas sugestões:
a) É muito importante ler os comentários de rodapé referentes ao texto;
b) Se for uma narração (história), perceber a ação de cada personagem;
c) Se aparecer alguma palavra que o sentido não seja muito claro para você, buscar ajuda de um dicionário;
d) Comparar com outros textos Bíblicos que você já conheça e que esse texto lhe faz lembrar;
e) Grifar na própria Bíblia as passagens que você percebeu como mais importantes para a compreensão do texto.
 
IV. A meditação do texto, que é o ato de interiorizar o que foi dito, na linguagem Bíblica, chama-se meditar no coração. É o momento de perceber o que o texto me diz, o que mais me “tocou”, o que veio ao encontro do meu coração, o que ficou mais forte. São todas formas de traduzir em algum tipo de linguagem essa ação interna da Palavra em nós.
Para isso, damos algumas sugestões:
a) Escreva o que mais lhe tocou num papel, para melhor fixar;
b) A repetição da parte, versículo ou palavra que ficou mais forte, podendo até ser repetida, de olhos fechados, assumindo aquela palavra para você;
c) Você pode levar esse trecho para o seu dia, guardando na memória ou por escrito, para ser repetido várias vezes durante o dia, para que assim você possa assimilar melhor o trecho. A isso, os antigos chamavam de “ruminar” a Palavra;
d) E o mais importante, confrontar a sua vida com esse trecho do texto.
 
V. A oração é o momento onde você irá responder a Deus sobre o que Ele lhe falou por meio de sua Palavra (ensinou, animou, corrigiu, questionou). É importante entender que a oração é um diálogo que, de forma muito simples, podemos ter com Deus.
Algumas sugestões:
a) Para alguns ajuda, na oração, quando se fala em voz alta aquilo que o seu coração quer expressar;
b) Escreva a sua oração;
c) Crie, por meio da sua imaginação, alguma imagem de Jesus e fale com ele;
d) Use uma imagem ou um ícone para ajudar a ter uma direção, já que a oração é um diálogo.
 
Algumas vezes podemos perceber experiências como paz, uma alegria profunda ou uma compreensão mais profunda de Deus ou de nós mesmos.
O mais importante na contemplação são os seus frutos nas nossas vidas, principalmente de humildade e de caridade, que vão, pouco a pouco, sendo infundidos no coração daqueles que meditam perseverantemente a Palavra de Deus, em espírito de fé.
 
VI. A contemplação é, na verdade, a ação de Deus na nossa relação com Ele, por isso, não deve ser a nossa preocupação (é a parte de Deus).
A contemplação pode se realizar em nós de diversas formas, e algumas não são facilmente percebidas por meio das nossas sensações externas (corpo, sentimentos e emoções, e até a nossa compreensão).
 
Algumas vezes podemos perceber experiências como paz, uma alegria profunda ou uma compreensão mais profunda de Deus ou de nós mesmos. O mais importante na contemplação são os seus frutos nas nossas vidas, principalmente de humildade e de caridade, que vão, pouco a pouco, sendo infundidos no coração daqueles que meditam perseverantemente a Palavra de Deus, em espírito de fé.
 
VII. Por fim, o nosso empenho diário de colocar em prática aquilo que da Palavra de Deus veio ao nosso encontro.
 
Observações gerais:
(1) As sugestões dadas não devem ser aplicadas todas de uma vez, porque criaria, na verdade, confusão e cansaço.
(2) As sugestões devem ser acolhidas a partir daquelas que você mais se adapta e lhe ajudam.

Um roteiro
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