domingo, 26 de dezembro de 2010

Sequências didáticas

domingo, 26 de dezembro de 2010
As propostas didáticas desenvolvidas em ambientes escolares compreendem objetivos educacionais que podem estar claros ou não para aqueles que as promovem ou que por elas são contemplados.

Para o educador que deseja desenvolver uma educação emancipadora, que colabora com a formação de cidadãos, é indispensável que ele saiba onde deseja chegar (intencionalidade) ao realizar uma proposta de ensino e aprendizagem. De com acordo Zabala (1998, p.54), para compreender o valor educacional de uma sequência didática e as razões que a justificam, é necessário identificar suas fases, as atividades que a conformam e as relações que se estabelecem. A partir daí, pode-se introduzir mudanças ou atividades novas que a melhorem, tendo em vista atender às reais necessidades dos educandos.

Mas, o que seria uma sequência didática? Antes de dar uma reposta a esta questão, sugiro a análise deste mapa conceitual.


E aí? Quais são as conclusões a respeito?

Nesse mapa conceitual identificamos uma definição de sequências didáticas (é uma sequência de atividades destinada a promover ensino/aprendizagem), objetivos (deve promover compreensão, aprendizagem significativa), níveis de ensino onde podem ser aplicadas (cita ensino fundamental, ensino médio e EJA¹, mas ainda diria que podem ser desenvolvidas em qualquer nível de ensino) e etapas (levantamento de conhecimentos prévios, apresentação, contextualização, análise, discussão em torno de problemas e soluções possíveis e, finalmente, sistematização).

Para Zabala (1998, p.18) sequências didáticas são “um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos”

Não é qualquer sequência didática que favorece o desenvolvimento da autonomia entre os estudantes, indispensável à formação para a cidadania. Aquelas, por exemplo, que enfatizam a recepção de conteúdos e sua reprodução mecânica retira dos educandos a possibilidade de autoria na produção de conhecimentos.

Para compreender a diversidade de sequências e seus respectivos fins, vejamos os modelos apontados por Zabala (a que ele chama de unidade) e a análise que ele faz de cada um. Para isso, sistematizamos as seguintes tabelas.

MODELOS DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS

ANÁLISE DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS A PARTIR DA TIPOLOGIA DE CONTEÚDOS


Somos favoráveis às sequências didáticas que levem em consideração o contexto dos educandos, suas necessidades e conhecimentos que trazem consigo sobre as várias dimensões do cotidiano e da vida. Além disso, entendemos que problematização da realidade, levantamento de hipóteses, análise e interpretação de dados e sistematização de conhecimentos devem ser ações estimuladas entre os educados. Em outras palavras, acreditamos na pesquisa como principio educacional e possibilidade real de aprendizagem significativa. Por isso, das unidades apresentadas por Zabala (1998), aproximamo-nos mais da quarta opção.

Para a elaboração de sequências didáticas, além de estudos sobre o assunto, sugerimos a análise de propostas tais como aquelas disponíveis na site da nova escola e de outras facilmente encontradas em pesquisas pela internet e materiais didáticos.

Referência
ZABALA, Antoni. A prática educativa. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

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