quinta-feira, 29 de julho de 2010

Algumas ideias sobre weblogs

Weblogs, mais conhecidos como blogs, são ambientes nos quais podemos editar e publicar quando conectados à rede de computadores, sem necessariamente termos domínio de conhecimentos técnicos especializados, linguagem HTML, por exemplo. Os mesmos dispõem de ferramentas para facilitar a publicação de postagens, geralmente gratuitas.

De acordo com Gutierrez (2003, p. 4) os primeiros weblogs eram um conjunto de links e comentários postados segundo os interesses de seus editores e nem se chamavam weblog, termo que só foi criado por Jorn Barger, em 1997.

A origem dos blogs coincide com o nascimento da rede mundial de computadores, mas, como fenômeno específico, é recente. Nasceram do hábito de alguns internautas de logar (entrar, conectar ou gravar) à web, fazer anotações, transcrever, comentar os caminhos percorridos pelos espaços virtuais. Por essa razão, são considerados como diários virtuais, onde podem ser registrados assuntos de interesse pessoal.

Além das postagens (breves textos), os blogs podem conter textos, hiperlinks, gráficos, imagens, vídeos, áudios, ferramentas de estatísticas de acesso, dentre outros recursos.

Os blogs são dinâmicos, disponibilizando todo o conteúdo mais recente na primeira página sob a forma de breves textos, também chamados de postagens. Neles há poucas subdivisões internas, tais como: links para os espaços que arquivam conteúdo mais antigo, páginas que descrevem o site e seu autor e algumas páginas cujos conteúdos são pensados pelos autores dos blogs.

Nos blogs, a interação é importante, isto é, não basta que o blogueiro (autor do blog) postem seus textos e os freqüentadores leiam e copiem os mesmos. É preciso também que os leitores façam comentários. É aí que acontece a discussão e a troca de idéias, favorecendo a aprendizagem colaborativa. Nesse sentido, afirma Peres (2010, p. 10) que “(...) os blogs apresentam-se como um espaço público de discussão sobre qualquer tema de estudo, propício para promover as relações interpessoais, diagnosticar preferências, fomentar a comunicação digital e confrontar posições”.

A cada dia cresce o número de blogs. Hoje eles estão sendo criados e usados por diferentes pessoas, para vários fins. Conforme Peres (2010), há blogs de autoria individual e coletiva, criados para registrar opiniões, para representar grupos, associações, compartilhar idéias projetos educacionais, dentre outros, firmando-se como ambientes de socialização e construção de conhecimento em rede.

A facilidade e a flexibilidade com que os blogs se apresentam colaboram com a sua crescente utilização em termos nacionais e internacionais. Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Espanha são países que se destacam no uso dos blogs como ambientes de aprendizagem. No Brasil, os blogs cresceram primeiramente em meio aos jovens, na forma de diários pessoais e temáticos. Logo depois despertaram o interesse do pessoal da comunicação, das profissões ligadas à informática, escritores, educadores e pesquisadores.

Tornar-se blogueiro é tarefa fácil para quem é curioso. Na internet há uma série de sites e blogs com tutoriais em texto ou vídeo que orientam a criação de blogs, a inserção de recursos de interação nos mesmos, estratégias para estimular o acesso ao blog, dentre outros.

E aí?!... Aceita do desafio?!

Referência
GUTIERREZ, Suzana de Souza. O Fenômeno dos Weblogs: as possibilidades trazidas por uma tecnologia de publicação na Internet. Disponível em < http://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/view/4958/2933 >. Acesso em 18 Jul. 2010.

PERES, Paula. Edublogs como mediadores de Processos Educativos. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Porto/Portugal. Disponível em: < http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/11_paula_peres_prisma.pdf>. Acesso em 20 Jul. 2010.


Para saber mais

O que é e onde criar blogs:

Dicas para blogs/ Tutoriais:

Sugestão de blogs interessantes

 
Vídeos
Como criar um blog no blogspot
Como criar um blog original e relevante

terça-feira, 27 de julho de 2010

A URGÊNCIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS EM ESCOLAS REGULARES NO BRASIL

Na Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien – Tailândia, no ano 1990, várias nações, inclusive o Brasil, assumiram o compromisso de promover uma educação de qualidade para todos por entenderem que a educação não deveria ter um objetivo de apenas conseguir diploma, mas de proporcionar uma aprendizagem real que levasse a pessoa ao desenvolvimento das capacidades a fim de melhorar a qualidade de vida, desenvolvendo a herança cultural, lingüística e espiritual para favorecer o progresso social, a tolerância, a cooperação internacional e proteção ao meio-ambiente. Essa iniciativa tornou-se um dos principais parâmetros para a educação no século XXI e uma vez propondo uma educação que atendesse a todos, conferiu à educação inclusiva um valor inestimável. Nesse sentido, recorda Dantas (2008) que o conceito de Educação inclusiva surgiu a partir da Declaração Mundial de Educação para Todos e foi posteriormente aprofundado e divulgado com a Declaração de Salamanca, cuja meta é incluir todas as crianças, inclusive as que têm deficiência graves ou dificuldades de aprendizagem, no ensino regular.
Entre várias crianças, adolescentes e jovens a serem incluídos no ensino regular estão os surdos que, cada vez mais, procuram a escola, tendo em vista alcançar seu pleno desenvolvimento e a participação como cidadãos. No entanto, ainda é rara nessas escolas a existência de educadores que possuem informação e formação na área da surdez e metodologias apropriadas de atendimento aos estudantes surdos, impossibilitando o estabelecimento de uma relação eficaz de ensino-aprendizagem.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Educação a distância: por que te queremos?

A democratização da educação básica no Brasil integrou pautas de discussões entre intelectuais, organizações e movimentos sociais no país ainda no século XIX, influenciadas especialmente pelo movimento iluminista proveniente da Europa. Gradativamente, a oferta de vagas foi se ampliando, atingindo números significativos na segunda metade do século XX. No entanto, esse crescimento quantitativo não ocorreu de maneira qualitativa e, desde então, a oferta de educação de qualidade em escolas públicas e particulares entre nós tem sido um desafio.

Sabemos que apesar dessa expansão ainda há muitos cidadãos que não estão na escola, seja por dificuldade de acesso ou de permanência. Hoje, o cumprimento do direito à educação junto à população brasileira precisa efetivar-se na educação básica, como também no ensino superior. A demanda por formação de novos profissionais em âmbito superior no final do século XX, por exemplo, forjou a criação “a perder de vista” de instituições particulares ofertando ensino superior e de algumas públicas ou extensão de determinadas já existentes.

Nesse contexto, a Educação a distância on-line emergiu como uma possível solução para problemas educacionais no Brasil, sendo recomendada, como afirma Magnavita (2010, p. 58), como forma de atendimento a um grande número de estudantes por um custo muito mais baixo do que o ensino presencial.

Em defesa dessa modalidade de ensino, de acordo com Valente (2010, p. 50), há argumentos tais como a capacidade que a Educação a distância (Ead) tem de resolver, pelo menos teoricamente, problemas relacionados a questões temporais e espaciais. Nesse sentido, a Ead pode favorecer a estudantes e educadores a possibilidade de escolherem horários de estudo de acordo com sua disponibilidade (tempo) e de acesso à formação (inicial ou continuada) sem a necessidade de locomoção (espaço). No entanto, o referido autor, recorda que há contradições que precisam ser levadas em conta, afirmando que

(...) A maioria das experiências de que se tem notícia encontra-se praticamente presa aos paradigmas instrucionais, com enfoque unidimensional, com professores (tutores) distribuindo de forma massiva informações a grandes grupos de pessoas (...). (VALENTE, 2010, p.50).

Esta reflexão de Valente (2010) aponta para a questão do comprometimento da qualidade de ensino no Brasil, desta vez replicada em algumas experiências com Ead, na medida em que acontece a transposição para esta modalidade de ensino de concepções e práticas desenvolvidas no ensino presencial, tais como: a conservação da instrução como possibilidade metodológica para o processo de ensino-aprendizagem e a atuação do educador enquanto mero transmissor de conhecimentos de maneira massiva e descontextualizada.

Compreende Magnavita (2010, p.58), que é um desafio contemporâneo “pensar a Ead como um processo que pode ocorrer em tempos e espaços distintos, mas vinculados a contextos e situações específicas”. Nesse sentido, recorda a autora que

(...) programas e projetos vem sendo criados e recriados com soluções fragmentadas, dissociadas da realidade, sem considerar o público para o qual se destinou, suas necessidades, suas expectativas, suas potencialidades, bem como a produção de programas de forma dissociada das reais condições de aprendizagem. (MAGNAVITA, 2010, p.58).

Entendemos que a colaboração de Magnavita (2010) avalia o que se tem feito na Ead brasileira e ao mesmo aponta para o que é preciso ser contemplado para que seja garantida a qualidade nesta modalidade de ensino. Ao levarmos em consideração os itens relacionados pela referida autora, podemos concluir, portanto, que não teremos apenas único modelo de Ead. Nesse sentido, recorda Vianey (2008, p. 02) que no Brasil, entre 1994 e 2008, consolidaram-se cinco vertentes metodológicas principais em Ead em instituições de ensino superior públicas ou privadas: tele-educação via satélite, pólos de apoio presencial (semipresencial), universidade virtual, vídeo-educação e unidade central¹.

Vianey (2008) desenvolve uma crítica à proposta da Secretaria de Educação a Distância (SEED), apresentada a partir do ano de 2007, de padronizar a atuação das instituições de ensino superior vinculadas ao MEC numa organização metodológica semipresencial da Ead, modelo baseado no projeto implementado no Estado do Rio de Janeiro pelo consórcio CEDER. Nessa perspectiva, de acordo com o autor, o SEED apresentou

(...) o modelo preferencial de organização institucional para a oferta de EAD no ensino superior com uma proposta que considerava obrigatória a instalação de unidades físicas compostas por: salas de aula, salas de recepção, salas de professores, salas de estudo biblioteca, salas de informática e laboratórios específicos. Espaços necessários à realização de atividades regulares presenciais por alunos de cursos a distância, bem como da assistência a estes de tutores presenciais e demais equipes de suporte e funcionamento dos serviços vinculados aos espaços citados. (VIANNEY, 2008, p. 04).

Vianney questiona a imposição de um modelo preferencial por parte da SEED enquanto via para garantia de qualidade na educação a distância, lembrando que contraditoriamente esta proposta foi lançada em setembro de 2007 quando

(...) pela primeira vez, o grau de qualidade alcançado pela EAD no país pôde ser verificado por diversos indicadores oficiais, com a publicação pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) de um estudo comparado entre o desempenho de alunos de cursos de graduação a distância e alunos de cursos presenciais. (VIANNEY, 2008, p. 05).

A respeito dessa imposição o autor mencionado considera que

(...) a partir da observação do cenário internacional e dos indicadores coletados no Brasil, é possível afirmar que não foram encontradas evidências de qualquer ordem que pudessem dar sustentação à proposta de indução de um modelo único de educação a distância para o País. Tal proposição é tão-somente inibidora do crescimento da modalidade da EAD na geração dos comprovados benefícios em inclusão social e disseminação de competências universitárias com uma aprendizagem de qualidade. (VIANNEY, 2008, p.10).

Como vimos, Vianey defende a diversidade de modelos, possibilitando o atendimento às mais variadas situações e sujeitos e garantindo uma aprendizagem de qualidade.

Entendemos que esta aprendizagem de qualidade na Ead será possível, de acordo com Valente (2010, p. 52-53), com o alcance de um verdadeiro processo de comunicação, possibilitado “(...) por uma efetiva mediação pedagógica que garante a superação da unidirecionalidade, a modificação da emissão/recepção, gerando uma relação dialógica e possibilitando a co-criação do conhecimento”.

Valente (2010) postula um novo ambiente educacional cuja base é a construção mediada pela Pedagogia ativa, criativa e aberta à investigação e ao diálogo, pensando a Ead a partir de um visão de democratização do conhecimento, isto é, numa

(...) educação centrada no “sujeito coletivo” que reconhece a importância do outro, a existência de processos coletivos de construção do saber e a relevância de criar ambientes de aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento do conhecimento interdisciplinar, da intuição e da criatividade. (VALENTE, 2010, p.52).

De acordo com a autora citada, para o desenvolvimento de cursos à distância é indispensável ir além da análise dos suportes tecnológicos. Nesse sentido é necessário, “(...) ter em mente os sujeitos que serão formados por esta modalidade de ensino, independente da tecnologia que esteja mediando o processo (...)” e saber ao certo a intencionalidade pedagógica.

Consideramos pertinente o que afirma Valente, ao recordarmos de nossa experiência com estudantes iniciantes em Ead, de suas representações e expectativas em relação a determinado curso e à modalidade de ensino, das dificuldades que enfrentam para acessar o ambiente de estudo e utilizar as ferramentas disponíveis, dentre outros. Este estudante real precisa ser levado em conta, e tudo que ele traz consigo. Por outro lado, é imprescindível termos bem claro onde queremos chegar ao promover cursos de formação inicial ou continuada por meio da Ead. Nessa perspectiva, Levy expõe alguns questionamentos que podem nortear o planejamento educacional, tendo em vista a promoção do que ele chama de empreendedorismo no espaço do conhecimento. São eles:

Preparamos as crianças hoje em dia? Ensinamos a aprender sempre? Ensinamos a transmitir o que já sabem? As estruturas clássicas do ensino melhor preparam para o empreendedorismo no espaço do conhecimento? (LEVY, s/d).

Respostas para as indagações de Lévy, para concluir nosso diálogo com os autores mencionados neste artigo, nos remetem à pergunta que elegemos como título do mesmo: Educação a distância: por que te queremos? Que a Ead, aliada à educação presencial², seja instrumento de inclusão, favorecendo o desenvolvimento da autonomia de estudantes e educadores, por estarem estes engajados uma aprendizagem colaborativa.

Notas
1. Vianey (2008) disponibiliza as seguintes definições para as modalidades Ead mencionadas: tele-educação via satélite (geração e transmissão de tele-aulas com recepção em franquias ou tele-salas. Suporte de tutoria presencial e on-line aos alunos, com entrega de material didático impresso ou em meio digital (CD) ou on-line, via internet); pólos de apoio presencial/semipresencial (atendimento aos alunos em locais com infraestrutura de apoio para aulas e tutoria presencial e serviços de suporte como biblioteca e laboratório de informática. Uso de materiais impressos de apoio ou de conteúdos em mídia digital); universidade virtual (uso intensivo de tecnologias de comunicação digital para o relacionamento dos tutores com os alunos e destes entre si com. Bibliotecas digitais e envio aos alunos de material didático impresso ou digitalizado. Os tutores atendem remotamente aos alunos a partir da unidade central da instituição. Os locais de apoio aos alunos são utilizados apenas para realização de provas); vídeo-educação (atendimento aos alunos em vídeo-salas com equipamento para reprodução de aulas pré- gravadas, material didático impresso como apoio às aulas em vídeo. Tutoria presencial e on-line); unidade central (sistema onde a unidade central da instituição recebe regularmente a visita dos alunos para atividades presenciais de práticas de laboratório. A tutoria é feita de maneira remota durante o período de oferta das disciplinas de base conceitual).

2. Para Levy (s/d), a mixagem cada vez maior entre Ead e Educação clássica é favorável à evolução da escola em direção a uma adaptação à nova relação que está sendo instaurada com o saber.

Referências
LÉVY, Pierre. Educação à distância. Disponível em . Acesso em: 21 jul. 2010.

MAGNAVITA, Cláudia. Educação a Distância: desafios pedagógicos.

VALENTE, Vânia Rita. Educação a Distância: repensando o fazer pedagógico.

VIANNEY, João Vianney. A ameaça de um modelo único para a EaD no Brasil. Revista Digital da CVA-RICESU. Comunidade Virtual de Aprendizagem da rede das Instituições Católicas do Ensino Superior - V.05 – Nº17 Julho 2008. Disponível em: http://www.ricesu.com.br/colabora/n17/index1.htm Acesso em: 21 Jul. 2010.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do amigo!

Hoje recebi esta mensagem de Marina, uma companheira do ProJovem Urbano e resolvi compartilhar com todos os leitores do Atelier de Educadores. Feliz dia do amigo a todos!

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entrevista - Turismo Pedagógico

Aceitando o convite do Ateliê de Educadores, Ana Carla nos concede uma entrevista a respeito do Turismo Pedagógico, versando sobre conceito, importância para a educação, história desta possibilidade pedagógica, experiências de turismo pedagógico na história moderna e na Bahia contemporânea, seja por iniciativas de pesquisadores ou por meio de disciplinas oferecidas em ambientes acadêmicos. Ana fala também do potencial turístico e pedagógico de Salvador e da Bahia, presente especialmente em todo o seu patrimônio cultural.
Por fim, para os que desejam aprofundar-se no tema, Ana Carla dá uma série de sugestões de leituras.

Ana Carla é turismóloga e pesquisadora sobre festas populares instintas na Bahia. Além disso é blogueira. Entre seus blogs o mais famoso é o http://www.festasdabahia.com/, por meio do qual ela nos conduz por momentos histórico da Bahia.

Para ler a entrevista de Ana Carla na íntegra, clique aqui  e você será remetido à nossa página Diálogos, . Indiquem entre amigos! Que sabe possamos organizar um curso de extensão a respeito. O que pensam sobre a idéia? Aguardamos sugestões!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pintando o sete - Técnicas de pintura 3

Para finalizar a série de postagens sobre técnicas de pintura, apresento duas novas possibilidades. Uma realizada apenas com traços com giz de cera e outra com água e papel estencil.


Observando esta técnica notamos que não há muito segredo para utilizá-la. Basta desenhar combinando linhas, traços, ondulações, com cores diversas e  muita criatividade.


 A pintura com estencil é  divertida e simples também. Primeiro você deve decalcar qualquer desenho com estencil sobre folha branca. Após, deve mergulhar o papel numa bacia de água, tirar o papel imediatamente da bacia e deixar a água escorrer à vontade.
Gosto muito de combinar estencils de várias cores. Fica bem interessante!

domingo, 11 de julho de 2010

Pintando o sete - Técnicas de pinturas 2

Mais dicas de técnicas de desenho e pintura com recursos simples!

Para produzir este desenho utilizamos como recursos a palha de aço, o papel ofício e revistas antigas. Geralmente, iniciamos a pintura fazendo as bordas. Para isso, recortamos com as próprias mãos uma folha de revista, em formato de ondulações. Pegamos o recorte, colocamos sobre o papel ofício e passamos a palha de aço sobre ele, fazendo com que sua tinta passe para o papel ofício. Terminadas a pintura das bordas (opcional), podemos utilizar nossa critividade e pintar diversas formas. Uma possibilidade é cortar figuras e pintar a partir das silhuetas.


Podemos notar que esta técnica  é bem simples. Para produzí-la basta criar formas utilizando apenas pontos com canetinha/pincel hidrocor. Há um efeito bem interessante aqui: se você pegar este desenho e distanciá-lo de si, notará que o mesmo ficará bem mais definido.

Esta técnica é uma diversão e até ajuda o desenhista a relaxar. De olhos fechados e ao som de uma música qualquer, traçamos linhas espontaneamente. Depois de alguns instantes música e rabiscos devem ser interrompidos e cada desenhista deve procurar identificar formas entre os rabiscos (Lembra-se aquela brincadeira de olhar para nuvens e identificar formas, desenhos? Pois é... o procedimento aqui deve ser o mesmo). Creio que é uma boa dica para trabalhar percepção e criatividade.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Estudos orientados

Ontem estava refletindo: por que às vezes pensamos que uma aula sempre tem que ser ocupada boa parte pela exposição do educador? Serão os saberes da prática influenciando nossa postura em sala de aula?
Depois disso recordei como de vez em quando tenho substituído essa prática de "ensinar" por uma possibilidade onde os estudantes possam exercer com mais autonomia o acesso à informação e a produção do conhecimentos novos. Para isso,  tenho sempre utilizado como recurso os estudos orientados.

Ontem, por exemplo, quando estava com uma turminha do sexto ano, numa aula de História, levei para os estudantes algumas afirmações: umas falsas e outras verdadeiras. Pedi para que eles consultassem o livro didático e, com  base na leitura deste, identificassem aquelas que eram verídicas e as que eram incorretas.
Depois de estudarem em grupos, nos organizamos em plenário e fomos analisando frase por frase, trabalhando a argumentação.

Para os estudos orientados sempre utilizo dinâmicas de grupos ou técnicas de estudo. Um exemplo disso é o que estou desenvolvendo nessa semana, junto a um grupo de estudantes de Pedagogia.

Estamos estudando sobre a importância dos Movimentos Sociais para a conquista dos direitos e deveres de Cidadania. Para isso, recomendamos a leitura individual de dois textos, acompanhada de fichamento. Depois, formamos pequenos grupos, cada um com atividades específicas. São elas: grupos de exposição, debate e criatividade.

Como são dois textos, para cada um organizamos 3 grupos de atividades, totalizando 6 grupos. Uma vez reunidos, compartilharam entre si suas leituras e tiveram um tempo para planejar suas ações, a partir da seguinte orientação:

+ O grupo de Exposição deve organizar uma apresentação em PowerPoint para exposição das principais idéias do texto.

+ Cabe ao grupo de Debate comentar as idéias expostas pelo primeiro grupo e propor questões para debate, estimulando a participação de todos no grupo.

+ Por fim, o grupo de Criatividade deve apresentar o conteúdo criativamente, utilizando música, teatro, dança ou outras possibilidades criativas.

Depois desse tempo de estudo e planejamento individual e em grupo, prevemos a exposição das atividades, seguida de avaliação de todo o processo.
 
No início da proposta apresentamos aos estudantes a sequência didática que planejamos, por que entendemos que é importante explicitar o percurso a ser percorrido pelo grupo.

domingo, 4 de julho de 2010

Pintando o sete - Técnicas de pintura

Olá amig@s! Compartilho agora com vocês algumas técnicas de pintura. As mesmas são criativas e demandam poucos recursos.

  • Muitos educadores já devem conhecer  esta técnica. Consiste em pintar numa folha branca várias faixas, com giz de cera e cores diversas, como se estivéssemos criando um arco-íris. No desenho acima optei por pintar em xadrez. Esta é a primeira camada!
  • Depois, sobre a primeira camada deve-se pintar com giz de cera preto, naquim ou tinta guache.
  • Por fim, com um objeto pontudo desenha-se o que quiser ou escreve-se algo.


  • Nesta técnica o ideal é que a pintura seja realizada em folha colorida. Quanto mais escura melhor!
  • Inicialmente prepara-se uma mistura de cola com água.
  • Depois, pega-se um giz de pó (aquele utilizado em quadro negro) e mergulha-o na cola diluída. Assim, o giz ficará fixado no papel.
  • Sugiro que utilizem giz de várias cores, como fiz neste desenho. Simples, né?!


  • As crianças curtem muito pintar com giz de cera derretido, mas é preciso tomar cuidado e orientá-las porque nesta técnica utilizamos fogo.
  • Derretemos o giz de cera na vela e "salpicamos" a cera derretida no papel. Também podemos realizar traçados.
  • Gosto muito de lançar mão desta técnica quando desejo trabalhar com elementos da natureza.

Voltem aqui depois porque estarei socializando outras técnicas. Aceitamos sugestões, ok?! Abraços!

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