quinta-feira, 1 de abril de 2010

Passos para elaboração do Plano de aula - Parte I

quinta-feira, 1 de abril de 2010
O tema
A definição do tema é o primeiro passo para a elaboração do plano de aula. No registro escrito esta informação e outras mais – nome da escola, disciplina, nome do educador, por exemplo - ficam no item identificação, como nos modelos abaixo:
 Exemplo 01:
Exemplo 02:
Como podemos notar, não existe uma única maneira de organizar este elemento do plano de aula, nem uma disposição ideal. Portanto, cabe ao educador escolher aquela que considerar mais útel para seu trabalho.

Os objetivos
A escrita dos objetivos vem logo após a construção da identificação do plano de aula e o primeiro desafio para elaborá-los é entender a diferença entre objetivo geral e objetivos específicos.
Por meio dos objetivos informamos aonde queremos chegar (objetivo geral) e quais ações realizaremos para atingir o horizonte estabelecido (objetivos específicos). Vemos o objetivo geral como algo amplo e teórico (ex. uma competência que você pretende estimular entre os estudantes) e os objetivos específicos como tendo um caráter mais prático (ex. pequenas ações que precisam ser realizadas com o intuito de desenvolver aquela competência).
Para Menegolla e Sant'Anna (2003) os objetivos gerais são alcançados a longo prazo, os específicos a médios e os operacionais a curto prazo.

Concordando com o que expomos anteriormente, para as referidas autoras os objetivos gerais são amplos e abrangentes. Nesse sentido, afirmam que:
O termo geral nos dá uma idéia de amplitude e abrangência. É algo comum à maior parte de um todo. Podemos dizer que são idéias vagas e gerais que convém a todos e a muitos indivíduos de uma escola ou classe. Um objetivo geral é algo vago e genérico no seu conteúdo, na sua comunicação e expressão, por isso, devem ser melhor explicitados em termos mais concretos (MENEGOLLA e SANT’ANNA, 2003, p. 81).

Já os objetivos específicos são concretos e delimitados:
O termo específico expressa uma idéia particular, que estabelece e indica objetivamente as características e particularidades de algo. Especificar de forma explícita é traduzi-lo em objetivos concretos e bem explícitos para que possam ser observados e avaliados com maior segurança (MENEGOLLA e SANT’ANNA, 2003, p. 82).
Um novidade para nós é o que as autoras apontam, além das modalidades de objetivos que já conhecemos, os objetivos operacionais. Estes são raramente encontrados em planos de aulas, no entanto, vale à pena conhecermos, tendo em vista cada vez mais o aprimoramento de nossas ações. Menogolla e Sant'Anna os definem como sendo aqueles que podem ser executados e atingidos por meio de uma ação concreta e objetiva. Para elas:
O objetivo operacional é um decorrência do objetivo específico. Portanto, definir um objetivo operacional é tornar o específico mais concreto e detalhado para ser melhor trabalhado e avaliado. Ele estabelece, claramente, o comportamento a ser atingido, os critérios quantificados e as condições para alcançá-lo.
Os objetivos operacionais são os que vão ser trabalhados concretamente, na sala de aula, através de atividades e experiências bem determinadas e específicas.
Os objetivos operacionais são os objetivos observáveis a curto prazo, podendo ser avaliados logo após a execução e expressam, em termos reais e objetivos, o comportamento desejado (MENEGOLLA e SANT’ANNA, 2003, p. 84).
Uma boa dica para a elaboração dos objetivos, especialmente para o objetivo geral, é propor em sua estrutura a competência que se pretende desenvolver (o que?) e logo depois o seu motivo (para que?). Outro aspecto que não podemos esquecer é que todo objetivo deve iniciar com um verbo no infinitivo.
Exemplo:
Analisar o cotidiano político da antiga civilização grega, permitindo a comprensão dos fundamentos da democracia na contemporaneidade.
Apreciando o exemplo, na primeira parte sugerimos como competência a ser desenvolvida a análise de um momento histórico e logo em seguida irformamos qual a nossa intenção.

E agora? Que tal tentar, a partir de tema bem delimitado, elaborar os objetivos de uma aula?! Postem suas criações no espaço para comentários desta postagem.

Referência
MENEGOLLA, Maximilliano; SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? Currículo – Área – Aula. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.



Precisando de assessoria pedagógica no assunto? Entre em contato conosco: cidadaniaplanetaria@yahoo.com.br

6 comentários:

Anônimo disse...

Essa postagem vem como auxiliador para solucionar problemas comuns na elaboração de um plano de aula.
Desta forma, o professor não elabora um plano de aula.
Debora - curso Pegagogia
turma 8
professor Sales

Anônimo disse...

Vale ressaltar que os objetivos se torna uma maneira de idetificar o que os professores querem alcançar em sala de aula com seus metodos,tendo um retorno positivo ou negativo de tudo que foi trabalhado em sala de aula.

Anônimo disse...

Foi muito legal essa postagem, está bastante completa e interessante.
Está mostrando os passos para uma elaboração do plano de aula, bastante detalhado. Mostrando como se faz a definição do tema, os objetivos que é o primeiro desafio e a diferença entre objetivo geral e objetivos especificos .
Dando dicas para uma boa elaboração dos objetivos, especialmente para objetivo geral.
Essas dicas vai colaborar bastante no meu processo de aprendizagem e na minha carreira academica.
Tânia turma 08 Facesa

Anônimo disse...

Vale ressaltar que os objetivos se torna uma maneira de idetificar o que os professores querem alcançar em sala de aula com seus metodos,tendo um retorno positivo ou negativo de tudo que foi trabalhado em sala de aula.
Rosineide Ferreira,turma 8.

Anônimo disse...

O texto trás importantes observações na elaboração de um plano de aula, onde se deve obedecer a critérios para sua formulação. A organização da estrutura será aliada a um bom resultado, visando atender as necessidades do grupo.
Devendo ser elaborado na horizontal, permitindo um melhor passo a passo.
De maneira significativa os objetivos operacionais, apresentaram dados concretos, imediatos para desenvolvimento do grupo.

Rosanna Cajango aluna 6º semestre de Pedagogia (FACESA)

Anônimo disse...

Que alívio encontrar respostas para tanta cobrança.Na pratica educacional é assim, não há suporte. Acredito não haver pessoas competentes.obrigada por lançar luz a questões tão fundamentais.

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