terça-feira, 22 de abril de 2014

Empreendedorismo solidário

Sempre me inquietou ver o pouco de interesse de algumas pessoas pelo envolvimento em ações empreendedoras. Já acompanhei e vivenciei algumas experiências onde algumas pessoas se reuniram para compartilhar ideias e elaborar/desenvolver projetos. Por isso, acredito que é possível empreender numa perspectiva ética e solidária.
 
Para Monteclaro Junior (2007), a pouca importância que damos ao empreendedorismo solidário deve-se a uma acomodação nossa à força do hábito e ao enorme peso das convenções sociais. Eles, de fato, tornam a maioria das pessoas avessas ao comportamento empreendedor. Reforçando tal pensamento, o referido autor afirma que: “A razão primordial desse fato é que somos todos “educados para a obediência” e para a convenção, e não para a democracia ou para a inovação”.

A partir da reflexão de Monteclaro Junior podemos compreender porque tendemos a escolher o emprego formal. Para ele, “Há pouca empolgação pelo cooperativismo. Ao invés disso, acomodação ao pleno emprego (posição subordinada e alienada ao trabalho fixo e assalariado)”. (MONTECLARO JUNIOR, 2007)

Pesquisando sobre o empreendedorismo solidário descobri sua profunda relação com a economia solidária, uma alternativa à competitividade de viés capitalista. Nesse sentido, afirma Monteclaro que:
“A existência de uma verdadeira democracia, amplas liberdades, e uma real mentalidade inovadora, combinada a um ambiente de solidariedade, induziriam ao surgimento de um número muito maior de empreendedores interessados em projetos de economia solidária”. (MONTECLARO JUNIOR, 2007)

 As contradições do capitalismo, especialmente a diminuição das vagas de empregos formais e o incremento das desigualdades sociais, estimularam o surgimento de empreendedores e empreendimentos solidários, baseados na economia solidária, como alternativa para a conquista de vida digna (cidadania) de grupos sociais menos favorecidos. Nessa perspectiva, entendem Corrêa e Gaiger que:
 
“O sentido alternativo da Economia Solidária depende de sua capacidade de responder simultaneamente a requerimentos econômicos e de promover experiências significativas de trabalho, regidas pela equidade e por laços sociais de cooperação e participação”. (CORRÊA E GAIGER, 2011, p.39)

Então, como podemos definir economia solidária?

Para Monteclaro Junior (2007), economia solidária corresponde à: “(...) práxis de um cooperativismo autônomo, autogestionário e solidário, que inova no espaço da empresa-comunidade humana e também na relação de troca entre os diversos agentes”.

Por meio da economia solidária, de acordo com Corrêa e Gaiger (2011), podemos “criar atividades econômicas sustentáveis, geridas na base da cooperação entre os seus trabalhadores/as, numa perspectiva de desenvolvimento local e de construção de outras relações sociais, emancipadoras e equitativas”.

Sistematizando essas ideias manifesto o meu desejo de colaborar com a formação de redes de colaboração solidárias, reunindo pessoas, estimulando o desenvolvimento dos dons e do trabalho colaborativo.

Pois é... estou afim de empreender solidariamente! Quem vem comigo?

Clique aqui e participe do grupo “Empreendedores solidários”, no Facebook. Nele podemos amadurecer ideias e projetos.

1 comentários:

GilSei disse...

gosto muito da proposta, vi no linkedin. alguma coisa concreta em vista, algo no horizonte? me interessa participar da discussao, colaborar na medida do possível. abs, gilca