segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: AS FERRAMENTAS DO APRENDER

Nesta postagem Renata Sbrogio recorda a chegada das tecnologias da informação e da comunicação na escola, refletindo sobre suas contribuições no sentido de colaborar com melhoria das condições de ensino em nossas escolas.

Renata de Oliveira Sbrogio é Pós Graduanda em Tecnologias na EAD pela Unicid, Pós Graduada em Didática do Ensino Superior pela UNIRP, graduada em Educação Artística com Bacharelado em Desenho de Moda pela UNIRP, docente da Unilago nos Cursos de Comunicação e Pedagogia, docente da Pós Graduação em Didática do Ensino Superior na UNIRP, Designer Gráfico
Arte Finalista. E-mail: renata_sbrogio@hotmail.com
 
O Ateliê e nossos leitores agradecem esta gentil contribuição!
 
Há pouco tempo atrás discutia-se como seria feita a inclusão da informática em sala de aula, as disparidades sociais que ela traria visto que nem todas as instituições escolares poderiam se equipar igualitariamente, seus benefícios e malefícios enfim. Passados estes momentos de dúvida nos deparamos no momento exato em que vivemos o futuro outrora sonhado em que algumas escolas já se equipam com lousas digitais e pontos de conexão para notebooks dos professores ditos para “facilitar” e agregar recursos não encontrados nas limitadas bibliotecas escolares de hoje.

Para Cox, 2003:

Sob a benção de inúmeras justificativas as máquinas de processamento invadem as salas de aula. Em posse de teclados, monitores, mouses, disquetes, drivers, impressoras e softwares, resta à escola discutir e descobrir o que fazer com esses inovadores equipamentos.

Mas além do preparo físico-ambiental e aquisição de equipamentos modernos existe algo mais importante a ser incorporado neste processo: o preparo do conhecimento e habilidades do professor que irá ocupar a operação dos hardwares e softwares utilizados em sala de aula.

Tecnologia Educacional: ferramenta do aprender

É importante compreender que a tecnologia ou informática na educação não deve ser compreendida, nem posicionada, sob a ótica de ser uma nova pedagogia, nem mesmo as pedagogias atuais (Pedagogia do Amor, Aprender a Aprender, entre outras) a que se propõem os novos padrões de educação devem, de forma alguma, servir de referência para a tecnologia na educação.

Tecnologia e informática na educação devem servir como “ferramentas” necessárias para a melhoria nas condições de ensino, facilitação na mediação de conhecimento, interatividade entre educador e aluno, elo de união fora do ambiente escolar, melhoria na qualidade do ensino e do conhecimento apresentado em sala de aula, entre outras possibilidades infinitas que a tecnologia pode oferecer à educação.

Entre estas, muitas melhorias que as novas tecnologias podem arremeter ao ensino podemos citar também:

Contribuições possíveis para a formação dos alunos:
- Estimular os estudantes a desenvolver habilidades intelectuais;
- Aguçar o interesse em aprender além de maior concentração;
- Estimular a busca de mais informação sobre um assunto e de um maior número de relações entre as informações;
- Promover cooperação e aproximação entre estudantes fora do ambiente escolar.

Contribuições possíveis para a função do educador:
- Obtenção rápida de informação sobre recursos instrucionais;
- Maior interação com os alunos do que nas aulas tradicionais;
- Tornar o conhecimento cada vez mais atualizado e em processo de constante pesquisa;
- Maior aproximação com o mundo real dos alunos, tornando possível e melhor a absorção do conhecimento transmitido.

É a partir destas possibilidades que se tem que posicionar corretamente os problemas e também as soluções para que alunos e educadores possam usufruir de todas as vantagens do uso da tecnologia na educação, uma vez que se faz uso, desta mesma tecnologia, na tentativa de educar o indivíduo para a cidadania e para o mundo do trabalho.

Nossas crianças já nascem usando a tecnologia, nos seus brinquedos interativos movidos a botões, luzes e sons, nos seus carrinhos de controle remoto cheios de funções, nos seus “bichinhos virtuais”, dentre outros.

Ninguém melhor do que estas crianças estarão preparadas para o mundo do trabalho quando esta hora chegar. Mas terão elas conhecimento e conteúdo educacional para complementar os conhecimentos tecnológicos adquiridos ao longo da sua vida? É neste momento que entra o professor, detentor do conhecimento e do conteúdo empírico e vivencial que irá completar o educando, tornando um ser mais completo e preparado.

Referências
ALMEIDA, Fernando José de. Educação e Informática: os computadores na escola. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2005. (Coleção Questões da Nossa Época; v. 126).

CANHOTO, Américo Marques. Educar para um mundo novo. São José do Rio Preto: Ativa, 2003.

COX, Kenia Kodel. Informática na Educação Escolar. Campinas, SP: Autores associados, 2003. ( Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, 87

DEMO, Pedro. Educação Hoje:  "Novas" tecnologias, pressões e oportunidades. São Paulo: Atlas, 2009.

KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007. (Coleção Papirus Educação).

______. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 6. ed. Campinas: Papirus, 2008. (Série Prática Pedagógica).

Conheça o blog de Renata Sbrogio:
http://profrenatasbrogio.blogspot.com/

2 comentários:

- Bily Besouro - disse...

COM CERTEZA!!!Parabéns Renata (Betinho)

Anônimo disse...

O presente e futuro das novas gerações estão proporcionando uma quebra de paradigmas, pois não podemos esquecer que a maioria dos educadores ainda é de uma geração do passado, onde não conseguem ter a consciência da tecnologia muitas vezes nem do seu próprio celular, ou controle remoto da TV. Esta nova geração sem duvida é a alavanca para a tecnologia. Mesmo assim não se constrói um futuro, sem um passado. Precisamos estar atento aos conteúdos educacionais. Rosanna Cajango - FACESA

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